AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO DAS SITUAÇÕES DE ESTRESSE DE JOGADORES DE FUTEBOL EM FUNÇÃO DA IDADE

Autores

  • Alcir Braga Sanches Universidade de Brasília
  • Alexandre Luiz Gonçalves de Rezende Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v18i3.1684

Resumo

As situações estressoras da competição podem provocar reações emocionais positivas que facilitam o rendimento esportivo, ou reações negativas, que o prejudicam. A interpretação das situações estressoras varia de acordo com diversos aspectos, dentre outros, a faixa etária dos jogadores. O estudo teve como objetivo verificar se existem diferenças na interpretação da direção e intensidade das situações estressoras específicas do futebol entre jogadores adultos e sub-20 anos. A amostra foi composta por 280 homens, que jogam em 28 times de futebol de Brasília-DF nos campeonatos regionais de 2006: profissional e amador. O instrumento utilizado foi o Inventário de Fatores de Estresse–ISF. Os resultados indicam que de acordo com a direção, as Situações de Competição foram percebidas como positivas, enquanto as Situações de Fracasso, iminente ou real, e as Situações de Demandas, física e psicológica, foram percebidas como negativas. Em relação à intensidade do estresse, foram encontradas diferenças significativas somente nas Situações de Competição, consideradas pelos jogadores sub-20 como eliciadoras de uma influência mais positiva sobre seu rendimento esportivo quando comparados com os adultos t(114)=-3,82, p=0,02e-2 (bicaudal), efeito de média intensidade r=0,34. Esses resultados estão influenciados pela posição tática na qual o jogador atua, pois os jovens atacantes diferem significativamente dos demais t(22,4)=4,80, p=0,008e-2 (bicaudal), efeito de alta intensidade r=0,71. Conclui-se que devem ser utilizadas estratégias que auxiliem os jogadores a monitorarem o nível de estresse durante a competição e que contribuam para que o treinador adapte as estratégias de comunicação de acordo com as necessidades e características dos jogadores.

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Biografia do Autor

Alcir Braga Sanches, Universidade de Brasília

Possui graduação em Educação Física pela Escola Superior de Educação Física de Goiás (1971) , Especialização em Handebol pela USP (1972) , Especialização em Curso Técnica Desportiva de Futebol pela Faculdade de Educação Física de Santos (1972) , Especialização em Fisiologia do Exercício pela Universidade de Brasília (1983) , Mestrado em Educação Física pela Universidade de São Paulo (1989) e Doutorado em Ciencias da Saude pela Universidade de Brasília (2004) . Atualmente é Professor Adjunto da Universidade de Brasília. Tem experiência na área de Educação Física , com ênfase em Psicologia do Esporte.

Alexandre Luiz Gonçalves de Rezende, Universidade de Brasília

Graduado em Licenciatura em Educação Física pela Universidade de Brasília (1986), Especialista em Educação Física para Portadores de Deficiência pela Universidade Federal de Pernambuco (1989), Mestre em Educação pela Universidade de Brasília (1992) e Doutor em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (2003). Atualmente é professor adjunto da Universidade de Brasília, lotado na Faculdade de Educação Física, onde ministra disciplinas da Área de Conhecimentos Sócio-Filosóficos. Ministrou aulas na rede pública do Distrito Federal na área de Educação Física Especial, com ênfase em Psicomotricidade e Natação. Desenvolve pesquisas na área de Psicologia do Esporte, com ênfase no estudo do ensino e da avaliação das Habilidades Táticas nos Esportes de Invasão.

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Publicado

2011-03-29

Edição

Seção

Artigo Original