DISFUNÇÃO PRECOCE NO CONTROLE AUTONÔMICO CARDIOVASCULAR EM FILHOS DE HIPERTENSOS: PAPEL DO EXERCÍCIO FÍSICO

Autores

  • Juliana Valente Francica Universidade São Judas Tadeu
  • Márcio Tubaldini Universidade São Judas Tadeu
  • Michelle Sartori Universidade São Judas Tadeu
  • Rubens Corrêa Araujo Universidade São Judas Tadeu
  • Maria Cláudia Irigoyen Faculdade de Medicina da USP
  • Kátia De Angelis universidade São Judas Tadeu

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v18i3.1725

Resumo

A Hipertensão arterial (HA) afeta milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que no Brasil atinge cerca de 20% da população urbana adulta, chegando a 65% nos indivíduos idosos. Ainda que este indivíduo tenha sua pressão arterial (PA) dentro da faixa dita de normalidade, é interessante notar que existe uma correlação positiva entre os níveis de PA de um indivíduo e a incidência de doenças cardiovasculares, renais e mortalidade. Dessa forma, acredita-se que detecções precoces da elevação da PA, e a interação desta condição com outros tantos fatores de risco genéticos pode ser muito importante no futuro para o manejo clínico de um paciente. Diversos estudos familiares vêm demonstrando a agregação familiar da HA, tanto entre irmãos, quanto entre pais e filhos. Trabalhos demonstraram que jovens normotensos, filhos de hipertensos, apresentam aumento da PA, dos níveis séricos de catecolaminas, redução da resposta barorreflexa, e anormalidades metabólicas e endócrinas quando comparados a jovens filhos de normotensos. Baseado nos estudos da literatura pode-se sugerir que pesquisas envolvendo jovens normotensos com história familiar positiva de hipertensão são modelos muito atrativos para detecção de modificações precoces e possíveis marcadores biológicos de HA. Entretanto, até o presente momento, poucos são os estudos sobre anormalidades nas respostas cardiovasculares à situação de estresse e/ou sobrecarga fisiológica, como o exercício físico, em descendentes de hipertensos. Nesta revisão serão abordadas as alterações fisiológicas observadas em indivíduos jovens com história familiar positiva de HA, bem como serão discutidas os possíveis efeitos benéficos do exercício físico nesta população.

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Biografia do Autor

Juliana Valente Francica, Universidade São Judas Tadeu

Laboratório do Movimento Humano - Biodinâmica do Movimento Humano

Márcio Tubaldini, Universidade São Judas Tadeu

Laboratório do Movimento Humano - Biodinâmica do Movimento Humano

Michelle Sartori, Universidade São Judas Tadeu

Laboratório do Movimento Humano - Biodinâmica do Movimento Humano

Rubens Corrêa Araujo, Universidade São Judas Tadeu

Laboratório do Movimento Humano - Biodinâmica do Movimento Humano

Maria Cláudia Irigoyen, Faculdade de Medicina da USP

Laboratório de Hipertensão Experimental (InCor)

Kátia De Angelis, universidade São Judas Tadeu

Laboratório do Movimento Humano - Biodinâmica do Movimento Humano

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Publicado

2011-03-22

Edição

Seção

Artigo de Revisão