FATORES DE RISCO CORONARIANO EM ESTUDANTES DE UMA UNIVERSIDADE PRIVADA

Autores

  • Osvaldo Costa Moreira Universidade Federal de Viçosa
  • Alcemar Edwirges Costa Universidade Federal de Viçosa
  • Cláudia Eliza Patrocínio de Oliveira Universidade Federal de Viçosa
  • Renata Aparecida Rodrigues de Oliveira Universidade Federal de Viçosa
  • Igor Surian de Sousa Brito Universidade Federal de Viçosa

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v19i2.2056

Resumo

Introdução: As doenças cardiovasculares podem ser evitadas através da intervenção nos fatores de risco modificáveis, tais como hipertensão arterial, tabagismo, obesidade e dislipidemia. Objetivo: Determinar e comparar o risco coronariano em estudantes de uma Universidade privada, segundo gênero e curso, bem como estabelecer uma associação entre a prevalência do risco coronariano e o gênero. Métodos: Estudo transversal que avaliou 273 estudantes de diversos cursos da Universidade Presidente Antônio Carlos – Campus Ponte Nova, com idade média de 24,43 ± 5,40 anos. Todos os avaliados responderam ao questionário Tabela de Risco Coronariano da Michigan Heart Association (MHA). Procedeu-se, então, a análise descritiva com apresentação dos resultados como média ± desvio padrão. O teste t de student foi utilizado para comparação do risco coronariano entre os gêneros. Utilizou-se o teste ANOVA one way para comparação do risco coronariano entre os cursos. Para todos os tratamentos adotou-se um nível de significância de p<0,05. Resultados: O risco coronariano dos estudantes foi “abaixo da média” (17,5 ± 4,59 pontos), segundo classificação da MHA. O sexo masculino apresentou risco coronariano maior que as mulheres (p<0,001), sendo que obtiveram classificação de “risco médio”, enquanto o sexo feminino obteve “risco abaixo da média”. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes para o risco coronariano entre os diferentes cursos (p=0,061). As prevalências de risco coronariano foram: hereditariedade (56,41%), excesso de peso (38,1%), sedentarismo (34,8%), hipercolesterolemia (27,47%), tabagismo (14,65%) e hipertensão (8,43%). Conclusão: O risco coronariano dos estudantes foi classificado como “risco abaixo da média”, sendo maior entre o sexo masculino. Porém não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes para o risco coronariano entre os cursos.

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Publicado

2012-03-01

Edição

Seção

Artigo Original