NÍVEL DE STRESS EM CORREDORES DE MARATONA AMADORES EM PERÍODO DE PRÉ-COMPETIÇÃO

Autores

  • Eliana - Benedetti Instituto de Psicologia e Controle do Stress
  • Roseli Lage de Oliveira Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
  • Marilda Emmanuel Novaes Lipp Pontifícia Universidade Católica de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v19i3.2147

Resumo

RESUMO O stress é um fator importante que pode causar prejuízo na qualidade de vida das pessoas e está ligado ao estabelecimento e desenvolvimento de inúmeras doenças. Diversas formas de combater o stress são utilizadas, desde o uso de medicamentos, psicoterapia, ingestão de alimentos funcionais e atividade física. Este estudo teve como objetivo avaliar o stress e seu respectivo nível nos corredores de rua amadores em período de pré-competição, bem como a predominância sintomática, correlacionando com as variáveis gênero e faixa etária. Participaram desta pesquisa 65 corredores amadores de maratona, sendo 54 homens e 11 mulheres, com idade variando entre 27 e 67 anos e média de 55, 83% possuíam grau de escolaridade superior ou pós-graduado, 97% corriam há mais de um ano, 55% tinham treinador físico, 77% treinavam quatro ou mais vezes por semana, 55% fizeram avaliação médica há menos de seis meses da data da prova, 98%, já haviam corrido uma maratona e 64% treinaram entre três e seis meses para a prova. Para a avaliação do stress utilizou-se o Inventário de Sintomas de Stress para adultos de Lipp (ISSL) e um Protocolo de Caracterização Sócio-Demográfica. Observou-se que 74% dos homens e 100% das mulheres não apresentavam stress, em desacordo com as pesquisas levantadas que apontam maior incidência de stress no sexo feminino. Quanto ao nível de stress nos homens, 3,7% encontravam-se na fase de alerta e 7,4% na fase de resistência. Constatou-se maior sintomatologia psicológica (83,3%). A análise estatística mostrou que não há correlação significativa entre as variáveis stress, sexo e faixa-etária nos corredores. Face os resultados apresentados, percebe-se que a corrida de rua, mesmo extenuante como a maratona não pode ser apontada como fator que compromete a saúde psicológica do praticante amador. Novos estudos envolvendo grupos populacionais maiores, é necessário para proporcionar melhor generalização dos resultados.

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Biografia do Autor

Eliana - Benedetti, Instituto de Psicologia e Controle do Stress

Especialista em terapia comportamental cognitiva, atua como colaboradora- psicologia clínica no Programa de Distúrbios Afetivos-PRODAF, da Universidade Federal de São Paulo- UNIFESP.

Roseli Lage de Oliveira, Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

Psicóloga, Mestre em Psicologia pela Universidade São Marcos (2001). Doutora em Psicologia em Neurociências e Comportamento do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (2011). Atualmente Chefe do Setor de Psicologia e Saúde Mental da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP). Coordenadora do curso de Especialização em Psicologia na Saúde Mental

Marilda Emmanuel Novaes Lipp, Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Mestre e doutora em Psicologia Experimental e Clínica - George Washington University (1977). Possui pós doutorado realizado no National Institute of |Health, Maryland, EUA. É professora titular da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

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Publicado

2012-03-13

Edição

Seção

Artigo Original