NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA, PREVALÊNCIA DE DESCONFORTO E DOR MUSCULAR E CAPACIDADE DE TRABALHO: UMA AVALIAÇÃO NO SETOR DE CALL CENTER DE UM BANCO DE PORTO ALEGRE, RS

Autores

  • João Carlos Jaccottet Piccoli Universidade Feevale
  • Anderson Seghetto

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v20i3.3556

Resumo

Este estudo descritivo, de corte transversal, teve por objetivo verificar o nível de ativi-dade física, prevalência de desconforto e dor muscular e capacidade de trabalho entre trabalhadores de uma central de atendimento telefônico ao cliente de um banco de Porto Alegre, RS. A amostra de 113 trabalhadores, ambos os sexos: homens, 46% e mulheres, 54% entre 18 e 28 anos foi avaliada através do IPAQ curto, Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares e o Índice de Capacidade para o Trabalho(ICT). Utilizou-se o qui-quadrado(?=0,05) para verificar a relação do nível de atividade física entre os sexos, prevalência de desconforto/dor e o Índice de Capacidade de Trabalho; o teste exato de Fisher(?=0,05) na relação do ICT e prevalência de desconforto/dor muscular e entre os sexos. Constatou-se que 34,5% dos trabalhadores eram Muito Ativos, 46,9% Suficientemente Ativos e 18,6% Insuficientemente Ativos; 76% dos insuficientemente ativos eram do sexo feminino. Os homens eram mais ativos do que as mulheres(p?0,05). O ICT identificou que 26% dos profissionais com classificação Ótima; 45%, Boa; 28%, Moderada e 1% Baixa, verificando que ótimos níveis de capacidade para o trabalho estavam associados à diminuição de relatos de desconforto/dor. As mulheres apresentaram classificação baixa e moderada no ICT(p? 0,05). A prevalência de desconforto/dor observada em 97,3% da amostra que informaram sentir os sintomas nos últimos 12 meses e 69,9% , nos últimos 7 dias. As regiões mais afetadas foram: pescoço, parte superior das costas, punhos/mãos e parte inferior das costas(p? 0,05). Foi con-cluído que os trabalhadores que apresentavam maiores níveis de atividade física classi-ficados como suficientemente ativos e muito ativos, tinham menos desconforto e dor relatado nos últimos 7 dias em relação aos menos ativos, no entanto a variável nível de atividade física não apresentou valores significativos quando relacionada ao ICT.

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Biografia do Autor

João Carlos Jaccottet Piccoli, Universidade Feevale

Graduado em Letras pela Universidade Católica de Pelotas, RS (1973) e Educação Física pela Universidade Federal de Pelotas, RS (1977). especialista em Ginástica, ESEF/UFPel (1979), M.Sc. em Educação Física pela Iowa State University, Ames, Iowa, USA (1983) e Ph.D. em Educação Física pela Ohio State University, Columbus, Ohio, USA (1985). Professor titular da Universidade Feevale, docente do Curso de Mestrado Profissional em Inclusão Social e Acessibilidade e do Curso de Educação Física da Universidade Feevale, Novo Hamburgo, RS.

Anderson Seghetto

Profissional de Educação Física, ULBRA, Canoas, RS; Mestre em Ciências da Saúde e do Esporte pela Universidade de Córdoba - UCO – Espanha

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Publicado

2012-12-03

Edição

Seção

Artigo Original