VERIFICAÇÃO DO CONSUMO DE OXIGÊNIO NA INTENSIDADE DO LIMIAR ANAERÓBIO EM SUJEITOS COM HIV: EFEITO DO TREINAMENTO FÍSICO COMBINADO - DOI: http://dx.doi.org/10.18511/0103-1716/rbcm.v21n4p5-12

Autores

  • Tulio Augusto Bonfim Fernandes Faculdade de Educação Física - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Cuiabá
  • Alesandro Garcia Faculdade de Educação Física - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Cuiabá
  • Joice Cristina dos Santos Trombeta Faculdade de Educação Física - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Cuiabá
  • Géssica Alves Fraga Faculdade de Educação Física - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Cuiabá
  • Roberto Carlos Vieira Junior Faculdade de Educação Física - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Cuiabá
  • Jonato Prestes Programa de mestrado e doutorado em Educação Física - Universidade Católica de Brasília
  • Fabrício Azevedo Voltarelli Faculdade de Educação Física - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - Cuiabá

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v21i4.3873

Resumo

O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos do treinamento físico combinado (TC) de 16 semanas sobre a composição corporal e o sistema imune, bem como velocidade e inclinação da esteira rolante obtidos na intensidade do limiar anaeróbio (LAn) em indivíduos com HIV. Participaram do estudo 10 indivíduos, sendo 5 homens e 5 mulheres (44,7±8,97 anos; Tempo de HAART: 8,89±6,21 anos; Tempo Portador: 9,14±5,37 anos; Carga Viral: indetectável), os quais foram submetidos a 16 semanas de TC. Os dados foram expressos como média±desvio padrão (p?0,05). Foram observadas melhoras em relação à massa magra relativa (MMR; %) (Pré: 45,5 [32,8 – 63,0]; Pós: 47,9 [33,7 – 66,3]) e massa magra absoluta (MMA; %) (Pré: 67,0 [55,0 – 75,2]; Pós: 68,8 [56,6 – 75,7]). O índice de massa corporal (IMC; kg/m2) não sofreu alteração pós TC (Pré: 24,2 [21,3 – 28,7]; Pós: 23,7 [21,8 – 30,0]). A carga viral permaneceu indetectável, sendo que houve aumento no número de linfócitos T CD4+ (Pré: 529 [426,0 – 900,0]; Pós: 694 [381,0 – 1175,0]). Além disso, houve melhora nos valores de VO2 (ml.kg.min-1) (Pré: 16,2±4,9; Pós: 21,2±3,2), velocidade (km/h) (Pré: 5,7±0,9; Pós: 6,3±1,0) e inclinação (%) (Pré: 3,8±1,2; Pós: 4,9±1,0) obtidos na intensidade do LAn. Conclui-se que o TC melhorou o VO2 na intensidade do LAn e induziu a aumentos de MMR e de MMA. Finalmente, o TC promoveu aumento no número de linfócitos T CD4+, sem efeito negativo sobre a carga viral. Estes resultados são de extrema importância para a qualidade de vida dos pacientes com HIV.

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Publicado

2013-06-06

Edição

Seção

Artigo Original