ESTADO DE HIDRATAÇÃO EM CICLISTAS APÓS TRÊS FORMAS DISTINTAS DE REPOSIÇÃO HÍDRICA - DOI: http://dx.doi.org/10.18511/0103-1716/rbcm.v22n3p89-97

Autores

  • Luís Souza Gomes Universidade Tiradentes - UNIT
  • Sheilla da Silva Barroso Fundação Estadual de Saúde
  • Wendell da Silva Gonzaga Faculdade de Sergipe
  • Eduardo Seixas Prado Universidade Federal de Alagoas

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v22i3.4778

Resumo

Atletas cuja perda de suor excede a ingestão de líquidos tornam-se desidratados, especialmente, durante o treino ou competição em um ambiente quente e úmido. A desidratação pode comprometer o desempenho atlético e aumentar o risco de lesões por esforço no calor. Assim, o objetivo desse estudo foi verificar o estado de hidratação de ciclistas após sessões de treinamento com diferentes formas de reposição hídrica na cidade de Aracaju. Oito ciclistas do sexo masculino (33,1 ± 3,3 anos) realizaram, durante um período de 12 dias, três sessões de treinamento controlado (TC). Antes de cada dia de TC, os atletas foram submetidos a uma dieta líquida e mantiveram sua dieta e treinamento habitual. Além disso, em cada TC, o grupo de atletas foi submetido a diferentes formas de reposição de líquidos, baseada pela maneira de consumo, tal como: sem ingestão de líquidos (GC), com ingestão de água (GA) e com consumo de bebida esportiva (GS). O estado de hidratação foi verificado pela cor da urina e porcentual da perda de massa corporal. Com base na cor da urina, GC, GA e GS não mostraram diferença significativa na taxa do estado de hidratação, nem pela manhã (4,71 ± 0,47; 5,75 ± 0,47; 5,0 ± 0,0; P = 0,143; respectivamente) nem nos momentos pré e pós em cada TC (P = 0,786). No entanto, em relação à porcentagem de perda de massa corporal entre os grupos, o grupo GS teve uma perda menor (- 1,20 ± 0,18 %) com diferença significativa de GC (- 2,22 ± 0,13 %; P = 0,001) e GA (- 1,81 ± 0,13 %; P = 0,047). Desta forma, conclui-se que a água não foi capaz de promover uma adequada hidratação, mas a bebida esportiva parece oferecer uma melhor reposição hídrica.

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Biografia do Autor

Luís Souza Gomes, Universidade Tiradentes - UNIT

Possui graduação em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade Tiradentes (2008) e mestrado em Nutrição pela Universidade Federal de Alagoas (2011). Atualmente é professor de educação física da Prefeitura Municipal de Aracaju. Tem experiência na área de Fisiologia do Esforço, atuando principalmente nos seguintes temas: metabolismo, exercícios físicos e nutrição esportiva; e exercício físico em ambiente quente.

Sheilla da Silva Barroso, Fundação Estadual de Saúde

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Tiradentes (2007), Pós-graduada em Atividade Física relacionada ao Condicionamento Físico e a Saúde e mestrado em Saúde e Ambiente pela Universidade Tiradentes (2012). Tem experiência na área de Educação Física, promoção da saúde e atividade física.

Wendell da Silva Gonzaga, Faculdade de Sergipe

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Tiradentes (2007). Mestrado em Saúde e Ambiente. Tem experiência na área de musculação há mais de 18 anos, com ênfase em nutrição e metabolismo , atuando principalmente nos seguintes temas: Treinamento de força, terceira idade, treinamento resistido aplicado ao fisiculturismo, cafeína;lipoproteínas, anabolizantes esteróides. Tem como objetivo no grupo de pesquisa estudar as respostas fisiológicas relacionadas ao metabolismo, nutrição e atividade física. Membro do Grupo de Estudo e Pesquisa em Exercício Físico e Metabolismo (GEPEFIM-UFAL).

Eduardo Seixas Prado, Universidade Federal de Alagoas

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Sergipe-UFS (1998), mestrado em Ciências da Motricidade Humana pela Universidade Castelo Branco-UCB (2003) e doutorado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) em genética e bioquímica (2010) com ênfase em bioquímica do exercício. Atualmente é Professor Adjunto no curso de Educação Física Bacharelado da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), responsável pela disciplina Adaptações Agudas e Crônicas do Exercício Físico e Professor Colaborador nos Programas de Pós-Graduação (mestrado) em Nutrição e Ciências da Saúde da UFAL. Tem experiência em pesquisa na área de Bioquímica e Fisiologia do Exercício, atuando principalmente nos seguintes temas: metabolismo, exercícios físicos e nutrição esportiva; e exercício físico em ambiente quente. Coordenador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Exercício Físico e Metabolismo - GEPEFIM.

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Publicado

2014-09-06

Edição

Seção

Artigo Original