MOTIVAÇÃO E GINÁSTICA ARTÍSTICA NA ESCOLA: A PERSPECTIVA DO PROFESSOR

Autores

  • Priscila Lopes UFVJM
  • Maurício Santos Oliveira UFES
  • Myriam Nunomura Universidade de São Paulo, Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto.

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v24i1.5883

Resumo

Os ídolos esportivos favorecem a popularidade e a adesão à prática esportiva. E, no caso da Ginástica Artística (GA), nomes como Arthur Zanetti e Daiane dos Santos adquiriram notoriedade na sociedade brasileira e parecem contribuir para a atração de novos praticantes para a modalidade no país. Mas, os ginastas novatos necessitarão de motivação, pois há fatores favoráveis e desfavoráveis circunscritos nesse fenômeno esportivo. Para discutir esses fatores, nosso objetivo foi identificar entre os professores, aqueles aspectos que favorecem e desfavorecem a motivação para a prática de GA nas escolas. Metodologicamente, optamos pela pesquisa de campo na qual recorremos à entrevista semiestrutura que foi conduzida com profissionais que atuam com a GA em atividades extracurriculares na grande São Paulo. Os dados foram analisados seguindo os preceitos da Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2006). Os resultados apontam a prevalência de fatores desfavoráveis em relação àqueles favoráveis. Observamos que os professores não possuem o hábito de questionar seus alunos acerca dos motivos que os atraíram para a prática da GA. E, a maior parte deles, só questiona os ginastas quando há algum problema evidente com relação à motivação. Consideramos que os profissionais de educação física necessitam conhecer, refletir e agir sobre os fatores desfavoráveis para diminuir o índice de abandono da prática esportiva. Destacamos, também, que o conhecimento dos fatores favoráveis poderia contribuir positivamente com os níveis de motivação, pois o professor poderá aproximar-se dos anseios e necessidades de seus alunos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Priscila Lopes, UFVJM

Mestre em Educação Física pela Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da Universidade de São Paulo (USP); ; Docente no Curso de Educação Física da UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI (UFVJM).

Maurício Santos Oliveira, UFES

Doutor em Ciências pela Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da Universidade de São Paulo (USP); Docente do Departamento de Desportos alocado no Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Myriam Nunomura, Universidade de São Paulo, Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto.

Professora Associada 2 da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Downloads

Publicado

2015-10-19

Edição

Seção

Artigo Original