INFLUÊNCIA DA MÍDIA E COMPORTAMENTO ALIMENTAR DE ADOLESCENTES ATLETAS E NÃO ATLETAS DE GINÁSTICA ARTÍSTICA

Autores

  • Clara Mockdece Neves Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Juliana Fernandes Filgueiras Meireles Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Júlia Loth Costa Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Larissa Cristina Ramos Pereira Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Maria Elisa Caputo Ferreira Universidade Federal de Juiz de Fora

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v24i2.6158

Resumo

Este estudo teve como objetivo verificar a influência da mídia e a internalização do ideal de magreza sobre o comportamento alimentar em praticantes de ginástica artística das categorias de base, de alto rendimento e um grupo controle, bem como comparar as variáveis de estudo entre os três grupos analisados. Participaram da pesquisa 413 adolescentes de ambos os sexos com faixa etária entre 10 e 18 anos. Foram coletados dados antropométricos de massa corporal e estatura para posterior cálculo do IMC, e dobras cutâneas tricipital e subescapular para estimar o percentual de %G. Foi utilizado o SATAQ-3 para avaliar a influência da mídia, esporte e exercício sobre a imagem corporal, e o EAT-26 para avaliar o comportamento de risco para transtorno alimentar. Analisando os dados da comparação entre os três grupos, os atletas de alto rendimento apresentaram menor IMC e %G. Para as subescalas do SATAQ-3, os atletas de alto rendimento apresentaram menor valor para a “pressão” e maior valor para a “internalização atlética” do que os demais grupos. A partir das análises de regressão para os atletas de base, as subescalas “internalização geral” e “pressão” foram, juntas, responsáveis por 12,4% da variância do comportamento de risco para transtorno alimentar. Para os atletas de alto rendimento, as subescalas “internalização atlética” e “informação” explicaram 17,6% desses comportamentos. A partir dos achados para a correlação das subescalas do SATAQ-3 com o EAT-26 para o grupo controle, não foram identificadas associações significativas. Conclui-se que os aspectos da mídia que influenciam os comportamentos de risco para transtornos alimentares são diferentes em atletas de base e de alto rendimento.

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Biografia do Autor

Clara Mockdece Neves, Universidade Federal de Juiz de Fora

Doutoranda em Psicologia da Universidade Federal de Juiz de Fora. Mestra em Psicologia da Universidade Federal de Juiz de Fora. Pós Graduada em Aspectos Conceituais e Metodológicos da Pesquisa Científica (2013) pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Graduada (2011) e Licenciada (2012) em Educação Física pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Tem experiência no ensino da dança, ginástica artística, acrobacia aérea em tecido e na área de Educação Física com ênfase em pesquisa, atuando principalmente nos seguintes temas: imagem corporal, insatisfação corporal, atletas, dança, comportamento alimentar.

Juliana Fernandes Filgueiras Meireles, Universidade Federal de Juiz de Fora

Graduada (2011) e Licenciada (2012) em Educação Física pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Pós-Graduada em Aspectos Conceituais e Metodológicos da Pesquisa Científica (2013) pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Mestra em Psicologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em pesquisa, atuando principalmente nos seguintes temas: atividade física, corporeidade, imagem corporal, insatisfação corporal e gestantes.

Júlia Loth Costa, Universidade Federal de Juiz de Fora

Graduanda em Educação Física.

Larissa Cristina Ramos Pereira, Universidade Federal de Juiz de Fora

Graduanda em Educação Física.

Maria Elisa Caputo Ferreira, Universidade Federal de Juiz de Fora

Licenciada em EDUCAÇÃO FISICA pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1993) e Bacharel em SERVIÇO SOCIAL pela Faculdade de Serviço Social do Rio de Janeiro (1977).Especialista em Docência Universitária pela Universidade Castelo Branco (1995). Mestrado em Educação Física pela Universidade Gama Filho (1998), e Mestrado em Ciência da Motricidade Humana pela Universidade Castelo Branco (1996). Doutorado (2006) e Pós-doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (2002). Atualmente é professora adjunta na Faculdade de Educação Física e Desportos (FAEFID) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Líder do Grupo de Pesquisa Corpo e Diversidade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Orientadora Plena nos programas de Pós-Graduação Associado em Educação Física UFV-UFJF e em Psicologia ICH-UFJF. Tem experiência na área de Educação Física (Movimento Humano), com ênfase em Estudos do Corpo, atuando principalmente nos seguintes temas: imagem corporal, prevalência de (in)satisfação corporal em adolescentes, jovens e adultos atletas e não atletas, obesidade e envelhecimento. Bolsista de Produtividade em Pesquisa- CNPq.

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Publicado

2016-06-30

Edição

Seção

Artigo Original