IMPACTO DA REALIDADE VIRTUAL NO EQUILÍBRIO E NA QUALIDADE DE VIDA EM INDIVÍDUOS COM LESÃO MEDULAR

Autores

  • Carla Dourado Leão Universidade da Amazônia
  • Gésica Moreira Barros Universidade da Amazônia
  • Márcio Clementino de Souza Santos Universidade Estadual do Pará
  • Larissa Salgado de Oliveira Universidade da Amazônia

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v25i1.6301

Resumo

O Traumatismo Raquimedular (TRM) é considerado como um acometimento da coluna vertebral em quaisquer dos seus componentes que dependendo do nível de lesão o indivíduo apresenta comprometimentos em sua funcionalidade e qualidade de vida. Entre os recursos fisioterapêuticos destaca-se a realidade virtual, visando aumentar o equilíbrio e amplitude de movimento, através da interação com o ambiente virtual que simula atividades esportivas e diárias em tempo real. O objetivo do estudo foi verificar a influência da realidade virtual sobre o equilíbrio de tronco e qualidade de vida de indivíduos com lesão medular em nível torácico. Participaram do estudo três voluntários do gênero masculino com idade média de 33 ±3,4 anos e diagnóstico clínico de lesão medular em nível torácico, sendo avaliados antes e após tratamento o equilíbrio estático pelo teste de Romberg modificado e em sedestação com cronômetro e a qualidade de vida pelo Instrumento Abreviado de Avaliação da Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde WHOQOL-BREF. Para o protocolo de tratamento utilizou-se o videogame XBOX 360® e jogos de Kinect, na postura ortostática por 20 minutos seguido da postura sentada por 20 minutos, com intervalo de 5 minutos entre as duas, totalizando 45 minutos em cada sessão, durante três vezes por semana, em 24 sessões. Verificou-se melhora de 31,3% e 127,4% no equilíbrio em sedestação e de 68,2% e 204,3% em ortostatismo de olhos abertos e fechados no pós-tratamento se comparados ao pré-tratamento respectivamente, assim como aumento de 1,9% na qualidade de vida pela WHOQOL-BREF no pós-tratamento em comparação ao pré-tratamento. Conclui-se que o protocolo de tratamento utilizado para o estudo se mostrou eficaz para o equilíbrio e qualidade de vida dos pacientes com TRM a nível torácico, permitindo maior segurança para realização das atividades nas posturas de sedestação e bipedestação refletindo positivamente na qualidade de vida.

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Biografia do Autor

Carla Dourado Leão, Universidade da Amazônia

Graduação em Fisioterapia pela Universidade da Amazônia.

Gésica Moreira Barros, Universidade da Amazônia

Graduação em Fisioterapia pela Universidade da Amazônia. Pós-graduanda em Fisioterapia Traumato-Ortopédica.

Márcio Clementino de Souza Santos, Universidade Estadual do Pará

Graduado em Fisioterapia pela Universidade da Amazônia (2003). Doutor em Doenças Tropicais pelo Núcleo de Medicina Tropical - UFPa; Mestre em Fisioterapia pela Universidade Metodista de Piracicaba; Especialista em Fisioterapia Cardiorespiratória pela Universidade Metodista de São Paulo.

Larissa Salgado de Oliveira, Universidade da Amazônia

Graduada em Fisioterapia pela Universidade da Amazônia (2003). Especialista em Fisioterapia Neurológica pela Universidade Metodista de São Paulo- UMESP (2005). Especialista em Métodos de Tratamento em Deficiências Físicas e Gestão Organizacional de Centros de Reabilitação pela Associação de Assistência à Criança Deficiente - AACD ( 2005). Mestre em Fisioterapia na área de Intervenção Fisioterapêutica do Sistema Neuromuscular pela Universidade Metodista de Piracicaba- UNIMEP ( 2006- 2008). Doutoranda no Programa de Ciências do Movimento Humano - UNIMEP ( 2013 - atual)

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Publicado

2017-03-20

Edição

Seção

Artigo Original