EVIDÊNCIAS DE ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL DA VERSÃO BRASILEIRA DO QUESTIONÁRIO PHYSICAL SELF-PERCEPTION PROFILE FOR CHILDREN AND YOUTH EM ADOLESCENTES
Autores
Larissa Rosa da Silva
Pós graduação em Educação física. Núcleo de qualidade de Vida. Universidade Federal do Paraná.
Pós graduação em Educação física. Núcleo de qualidade de Vida. Universidade Federal do Paraná.
Joice Mara Facco Stefanello
Pós graduação em Educação física. Laboratório de Pesquisa em Psicofisiologia do Exercício e Esporte- LAPPES. Universidade Federal do Paraná.
Guilherme E Furtado
Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física-FCDEF/UC. Laboratório de Psicologia. Universidade de Coimbra
Sabrina Berbetz
Pós graduação em Educação física. Laboratório de Pesquisa em Psicofisiologia do Exercício e Esporte- LAPPES. Universidade Federal do Paraná.
Wendell Arthur Lopes
Pós graduação em Educação Física. Núcleo de Estudos Multiprofissional da Obesidade - NEMO. Universidade Estadual de Maringá
Mayara J Paes
Pós graduação em Educação física. Laboratório de Pesquisa em Psicofisiologia do Exercício e Esporte- LAPPES. Universidade Federal do Paraná.
José Pedro Leitão Ferreira
Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física-FCDEF/UC. Laboratório de Psicologia. Universidade de Coimbra
Neiva Leite
Pós graduação em Educação física. Núcleo de qualidade de Vida. Universidade Federal do Paraná.
O objetivo foi aplicar e avaliar as características psicométricas de uma adaptação do Children’s Physical Self Perception Profile (CY-PSPP) para o português do Brasil em amostra de adolescentes da região Sul do Brasil. Participaram do estudo 92 adolescentes de ambos os sexos com idade entre 13-17 anos. Os sujeitos foram avaliados quanto à antropometria e a auto-percepções físicas por meio do questionário adaptado CY-PSPP. Identificaram-se quatro fatores que explicam 58% da variância no sexo masculino e 56% para o sexo feminino. A análise de consistência interna identificou os valores de alfa de Cronbach de 0,77 para a dimensão “Condição física”, de 0,76 para “Força física”, de 0,77 para “Competência esportiva”, e de 0,53 para “Atração corporal” para o sexo feminino. Para os meninos, obteve-se alfa de Cronbach de 0,80 para “Força física”, 0,73 para “Competência esportiva” e de 0,53 para “atração corporal”. Nos meninos não foi possível identificar a dimensão condição física. Os presentes resultados demonstraram que as propriedades psicométricas desta versão do CY-PSPP são diferentes entre sexos, visto que a dimensão “Condição Física” não conseguiu ser identificado para o sexo masculino. Além disso, a dimensão “Atração Corporal” não atinge valores de alfa de Cronbach adequados para replicação do questionário na integra em ambos os sexos. Conclui-se que o CY-PSPP na sua versão adaptada para o português do Brasil apresenta condições para replicação das sub-escalas “força física” e “Competência Esportiva” em ambos os sexos, e para as meninas também a dimensão “condição física”, salvaguardando as características da amostra analisada.