O objetivo da pesquisa foi analisar o efeito do treinamento mental sobre o desempenho de jovens nadadores. A amostra foi composta por 35 nadadores com idade entre 15 e 17 anos, divididos aleatoriamente em dois grupos: experimental (GE, n = 17) e controle (GC, n = 18). O estudo teve duração de 8 semanas. Ambos os grupos fizeram a mesma planificação de treinamento físico/técnico. O GC assistiu vídeos de propagandas, ao passo que o GE realizou o treinamento mental. Foram realizadas 3 sessões semanais de treinamento mental intercaladas com o período de 48 horas. Utilizou-se o melhor tempo em segundos para determinar o desempenho nas provas de 100m e 200m livre. A maturação biológica foi avaliada por intermédio da maturação somática. Conduziu-se a análise multivariada de covariância (MANOVA) de medidas repetidas para comparar o desempenho nas provas de 100m e 200m livre entre os grupos (GE e GC) em função da fase da investigação (pré e pós-teste). Os resultados apresentaram efeitos de tempo (F(2, 33) = 32,65, p = 0,01) e grupo (F(2, 33) = 57,31, p = 0,001). Foi identificada diferença significante do desempenho nos 100m livre (F(2, 33) = 33,70, p = 0,01, d = 0,5) e 200m livre (F(2, 33) = 37,09, p = 0,01, d = 0,5) entre GE e GC após as 8 semanas. Os achados apontaram relação da maturação somática com o desempenho nos 100m (F(1, 34) = 43,55, p = 0,01) e 200m livre (F(1, 34) = 34,82, p = 0,01). Concluiu-se que o treinamento mental foi eficiente para maximizar o desempenho nas provas de 100m e 200m livre de jovens atletas de natação.
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Biografia do Autor
Leonardo de Sousa Fortes, Universidade Federal de Pernambuco
Graduado em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Mestre em Educação Física na Universidade Federal de Juiz de Fora. Doutor em Psicologia na Universidade Federal de Juiz de Fora. Atualmente é Professor Adjunto do Núcleo de Educação Física e Ciências do Esporte da Universidade Federal de Pernambuco - Centro Acadêmico de Vitória. Líder dos grupos de pesquisa "Psicologia Aplicada ao Esporte e Exercício" (CNPq) e "Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre o Alto Rendimento Esportivo" (CNPq). Professor Permanente do Programa de Pós Graduação (Stricto Sensu) em Educação Física da Universidade Federal de Pernambuco (Nível Mestrado). Consultor científico e membro associado da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Revisor de periódicos científicos nacionais e internacionais. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Ciência da Motricidade Humana, atuando principalmente nos seguintes temas: treinamento esportivo, psicologia do esporte e treinamento resistido. Ademais, tem experiência na área de Psicologia, atuando nos seguintes temas: Psicopatologia e Psicometria.
Hugo Augusto Alvares da Silva Lira, Universidade Federal de Pernambuco
Graduando no curso de Bacharelado em Educação Física pela Universidade Federal de Pernambuco - Centro Acadêmico de Vitória. Membro do grupo de Estudos e Pesquisa "Psicologia Aplicada ao Esporte e Exercício" (CNPq). Membro no grupo de estudos "Alto Rendimento Esportivo". Membro do projeto "Mais Esportes". Durante um ano, foi bolsista de iniciação científica (FACEPE). Atualmente está no 8º período e é monitor na disciplina "Treinamento de força", de forma voluntária
Lilyan Carla Vaz Mendonça, Universidade Federal de Pernambuco
Graduanda em Educação Física Bacharelado no Centro Acadêmico de Vitória - Universidade Federal de Pernambuco. Integrante dos Grupos de Pesquisa "Psicologia Aplicada ao Esporte e Exercício" (CNPq), "Performance Humana e Saúde" (CNPq) e Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre o Alto Rendimento Esportivo (CNPq).
Raphaella Christinne Ribeiro de Lima, Universidade Federal de Pernambuco
Graduanda do curso de Bacharelado em Educação Física, no Centro Acadêmico de Vitória - UFPE/ CAV. Atualmente atua como monitora de Handebol e Basquete, na Universidade Federal de Pernambuco - (CAV). É discente do Grupo de Pesquisa em Esportes Coletivos e Atividade Física (GPECAF), do Grupo de Estudos e Pesquisa Aplicada ao Esporte e ao Exercício (GEPAEE) e do Grupo de Estudos em Alto Rendimento (GEAR)