Exercício de força combinado à restrição de fluxo sanguíneo induz aumentos agudos na pressão arterial sistólica
Autores
Michely Vieira Andreatta
Núcleo de Biodinâmica das Atividades Corporais - Universidade Vila Velha (UVV), Vila Velha, ES, Brasil.
Vitor Marqueti Arpini
Núcleo de Biodinâmica das Atividades Corporais - Universidade Vila Velha (UVV), Vila Velha, ES, Brasil
Marcos Vinicius Costa Baldi
Núcleo de Biodinâmica das Atividades Corporais - Universidade Vila Velha (UVV), Vila Velha, ES, Brasil
Victor Magalhães Curty
Programa de Pós Graduação Stricto Sensu em Ciências Fisiológicas, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, Brasil;
Miguel Ângelo Alves do Santos
Núcleo de Biodinâmica das Atividades Corporais - Universidade Vila Velha (UVV), Vila Velha, ES, Brasil
Recentemente cresceu o número de pesquisas sobre o exercício de força (EF) de baixa intensidade (20-50% de 1RM) combinado à restrição do fluxo sanguíneo (RFS), mostrando adaptações semelhantes ao EF de alta intensidade. Entretanto, muitas questões sobre essa metodologia necessitam ser investigadas. O objetivo desse estudo foi analisar a resposta aguda da pressão arterial em repouso e durante o EF combinado à RFS. Dezesseis jovens (22±2 anos de idade), ativos e de ambos os sexos, realizaram o EF em duas diferentes condições, separadas por um intervalo de 48h: 1) Exercício isolado (EF) e 2) Exercício combinado à RFS (EF+RFS, 100mmHg, porção proximal da coxa, mantida durante o exercício). Ambos realizaram 3 séries no exercício leg press com o membro dominante, à 30% de 1RM, 1 minuto de descanso, duração de 90 segundos cada série e cadência de 2 segundos, totalizando 22 repetições para a fase concêntrica e 23 para a fase excêntrica do movimento. Foram avaliadas a pressão arterial sistólica (PAS), diastólica (PAD), frequência cardíaca (FC), duplo produto (DP) e lactato sanguíneo nos momentos: repouso e imediatamente após o exercício. Foi observado apenas aumento significativo da PAS e do DP em repouso e da PAS durante o EF+RFS. Não observamos alterações significativas à condição EF. O lactato sanguíneo não se alterou em nenhuma condição avaliada. Concluindo que o exercício de força com restrição de fluxo sanguíneo apresentou maiores respostas de pressão arterial sistólica em repouso e durante o exercício em indivíduos jovens ativos.
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Biografia do Autor
Victor Magalhães Curty, Programa de Pós Graduação Stricto Sensu em Ciências Fisiológicas, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, ES, Brasil;
Doutorando em Ciências Fisiológicas (UFES)
Mestre em Bioengenharia (UNICASTELO)
Especialista em Aspectos Biodinâmicos do Movimento Humano (UFJF)
Graduado em Educação Física (UNIG)