NÚMERO DE PASSOS DESPENDIDO POR DIA COMO DISCRIMINANTE DA PERCEPÇÃO NEGATIVA DO SONO EM MULHERES IDOSAS
DOI:
https://doi.org/10.31501/rbcm.v26i1.7493Resumo
Os distúrbios do sono são considerados um dos problemas que mais afetam a população idosa no mundo e estão relacionados a consequências negativas para saúde, como depressão, incapacidade funcional e disfunções cognitivas. Um dos fatos relacionados com o surgimento de distúrbios envolve a insuficiência do dispêndio enérgico advindo do baixo nível de atividade física, porém ainda não se sabe a quantificação exata para ocasionar este desfecho. Nesse sentido, o objetivo do estudo foi analisar o poder preditivo e identificar os pontos de corte do número de passos (NP) para a percepção negativa de sono (PNS) em idosas. Participaram 122 mulheres (68,5±5,12 anos), que fizeram o uso de sensores de movimento (pedômetro) para medida do NP durante uma semana. Para o cálculo do número de passos/dia foi realizada pela média do número de passos durante sete dias de uso do pedômetro. A qualidade do sono foi avaliada por uma questão integrada ao questionário sociodemográfico, na qual arguia: “Nos últimos 30 dias com que frequência a senhora considera que dorme bem?”. A partir das respostas, foram dicotomizados dois grupos, o de percepção positiva do sono e PNS. Para estimar o poder discriminatório e pontos de corte para NP e a PNS foram construída curva ROC (p<0,05). Como resultado, foi obtido a área sob a curva de 0,60 e o ponto de corte para discriminar a PNS nas idosas foi ? 3.707 passos/dia (sensibilidade= 74,4%, especificidade= 45,8%). Assim, o NP/dia pode ser considerado discriminador da PNS em idosas, sendo que ? 3.707 passos/dia podem ter implicações na qualidade do sono.Downloads
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Publicado
2018-06-20
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Artigo Original