Os distúrbios do sono são considerados um dos problemas que mais afetam a população idosa no mundo e estão relacionados a consequências negativas para saúde, como depressão, incapacidade funcional e disfunções cognitivas. Um dos fatos relacionados com o surgimento de distúrbios envolve a insuficiência do dispêndio enérgico advindo do baixo nível de atividade física, porém ainda não se sabe a quantificação exata para ocasionar este desfecho. Nesse sentido, o objetivo do estudo foi analisar o poder preditivo e identificar os pontos de corte do número de passos (NP) para a percepção negativa de sono (PNS) em idosas. Participaram 122 mulheres (68,5±5,12 anos), que fizeram o uso de sensores de movimento (pedômetro) para medida do NP durante uma semana. Para o cálculo do número de passos/dia foi realizada pela média do número de passos durante sete dias de uso do pedômetro. A qualidade do sono foi avaliada por uma questão integrada ao questionário sociodemográfico, na qual arguia: “Nos últimos 30 dias com que frequência a senhora considera que dorme bem?”. A partir das respostas, foram dicotomizados dois grupos, o de percepção positiva do sono e PNS. Para estimar o poder discriminatório e pontos de corte para NP e a PNS foram construída curva ROC (p<0,05). Como resultado, foi obtido a área sob a curva de 0,60 e o ponto de corte para discriminar a PNS nas idosas foi ? 3.707 passos/dia (sensibilidade= 74,4%, especificidade= 45,8%). Assim, o NP/dia pode ser considerado discriminador da PNS em idosas, sendo que ? 3.707 passos/dia podem ter implicações na qualidade do sono.
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Biografia do Autor
Marco Aurélio Ferreira de Jesus Leite, Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia (FAMED/UFU), Uberlândia, Minas Gerais, Brasil.
Mestrando em Ciências da Saúde em Faculdade de Medicina de Universidade Federal de Uberlândia.
Sheilla Tribess, Universidade Federal do Triângulo Mineiro-Uberaba, Minas Gerais, Brasil.
Docente do Programa de Pós-graduação em Educação Física, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba/MG, Brasil
Joilson Meneguci, Universidade Federal do Triângulo Mineiro-Uberaba, Minas Gerais, Brasil.
Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Atenção a Saúde, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba/MG, Brasil.
Jeffer Eidi Sasaki, Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Docente do Programa de Pós-graduação em Educação Física, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba/MG, Brasil
Andrêza Soares dos Santos, Universidade Federal do Triângulo Mineiro-Uberaba, Minas Gerais, Brasil.
Mestre em Educação Física, Programa de Pós-graduação em Educação Física, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba/MG, Brasil.
Maria da Conceição Lopes Ribeiro, Universidade Federal do Triângulo Mineiro-Uberaba, Minas Gerais, Brasil.
Mestre em Educação Física, Programa de Pós-graduação em Educação Física, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba/MG, Brasil.
Lélia Lessa Teixeira Pinto, Universidade Federal do Triângulo Mineiro-Uberaba, Minas Gerais, Brasil.
Mestre em Educação Física, Programa de Pós-graduação em Educação Física, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba/MG, Brasil
Jair Sindra Virtuoso Júnior, Universidade Federal do Triângulo Mineiro-Uberaba, Minas Gerais, Brasil.
Docente do Programa de Pós-graduação em Educação Física, Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba/MG, Brasil