Alguns sentidos sobre o uso da técnica do balé clássico no mercado da dança profissional carioca contemporânea

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v26i4.7624

Resumo

A técnica do balé clássico foi sistematizada há mais de três séculos e, desde então, vem sendo utilizada na formação e treinamento de bailarinos profissionais contemporâneos. Nesse caminho novas reflexões acerca desse treinamento se fazem necessárias para que ele possa continuar a evoluir e se (re)significar. A linguagem coreográfica atual utilizada por coreógrafos de companhias contemporâneas não exige mais um corpo treinado unicamente com a técnica do balé clássico. Entretanto, no Rio de Janeiro, em grande parte das escolas técnicas e graduações em dança, a técnica do balé é oferecida aos alunos como uma ferramenta essencial para quem deseja se profissionalizar. Diante disso, o presente estudo objetiva contextualizar, compreender e verificar os sentidos da utilização da técnica do balé no atual mercado de trabalho da dança profissional carioca sob a ótica de coreógrafos/diretores de companhias contemporâneas profissionais. Para tal, foram realizadas entrevistas de roteiro semiestruturado com cinco coreógrafos de companhias de dança contemporânea da cidade do Rio de Janeiro. Como preceitos teóricos, este trabalho se fundamentou no conceito de “modernidade líquida” de Zygmunt Bauman (2001). Os dados coletados foram interpretados a partir do método de Análise do Discurso proposto por Eni Orlandi (2013). Concluiu-se que os sentidos e as relações acerca do uso da técnica do balé clássico vêm se modificando, mas ela segue como uma ferramenta significativa após mais de três séculos. Verificou-se também que estes coreógrafos/diretores mantém os preceitos fundantes da técnica na formação de seus bailarinos, mas a colocam em um novo lugar que dialoga com outras técnicas e métodos do universo da dança cênica contemporânea.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Heloisa Suzano Almeida, Universidade Candido Mendes

Mestre em Educação Física, possui graduação em Fisioterapia pela Universidade Católica de Brasília (2003) e especialização em Anatomia Humana pelo Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação (2007). Pertenceu ao Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e do Ballet Teatro Guaíra entre 1982 e 1998 onde atuou como bailarina. Atualmente é professora das disciplinas de Anatomia, Cinesiologia e Técnica do Balé Clássico do Curso de Dança da Universidade Cândido Mendes. Aplica em suas aulas de balé, em escolas e companhias de dança, princípios de Anatomia, Fisiologia, Cinesiologia e Biomecânica com objetivo de melhorar a performance do bailarino.

Monique Ribeiro Assis, Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ

Possui graduação em Psicologia, graduação em Educação Física, mestrado e doutorado em Educação Física pela Universidade Gama Filho. Atualmente é professora adjunto do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Esporte e do Exercício da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atua, ainda, no curso de graduação em educação física da UERJ. Desenvolve suas pesquisas na área do imaginário social, atuando principalmente nos seguintes temas: análise do discurso (imagem e palavra), questões relacionadas à imagem corporal, consumo associado ao aperfeiçoamento do corpo e subjetividades contemporâneas. Pesquisa, ainda, o universo da dança em seu contexto histórico e estético. Membro provisório da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (SBPRJ).

Downloads

Publicado

2019-01-13

Edição

Seção

Artigo Original