Este artigo exploratório analisou a carreira esportiva de jogadoras de futsal das seleções sul-americanas, a partir de indicadores referentes à idade de início da prática do futsal, local onde se deu essa iniciação, quem as incentivou a praticar, a idade da primeira participação em campeonatos, a frequência semanal de treinos e dedicação atual ao futsal. A fim de traçar esse panorama da excelência da modalidade no continente, realizou-se um survey com as atletas das seleções de futsal feminina sul-americanas que disputaram o Campeonato Sul Americano de Futsal, de 2009, excetuando a brasileira. Buscou-se, baseado nesses indicadores, a construção de um primeiro panorama da realidade da carreira do futsal de mulheres de alto rendimento da América do Sul, bem como indicar alguns elementos predominantes nela. Este panorama indicou um contexto paradoxal, com condições de envolvimento na base em clubes e escolas, com apoio dos pais e familiares, mas marcado pela ausência de participação em competições. A maior parte das atletas não recebe remuneração para jogar e boa parte não se dedica exclusivamente àquele, exercendo outras atividades. Consequentemente, a frequência semanal de treinos pode ser considerada baixa. Nesse sentido, o futsal feminino sul-americano, ainda apresenta uma carreira de elite pouco estruturada e amadora.
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Biografia do Autor
Mariana Zuaneti Martins, UFES
Doutora em Ed. Física - Unicamp
Professora do Depto de Desportos da Universidade Federal do Espírito Santo
Heloisa Helena Baldy dos Reis, Universidade Estadual de Campinas
Doutora em Ed. Física - Unicamp
Professora Titular da Faculdade de Ed. Física - Unicamp
Rafael Moreno Castellani, USP
Doutorando em Psicologia - USP
Wilton Carlos Santana, Universidade Estadual de Londrina, Centro de Educação Física e Desportos
Doutor em Ed. Física - Unicamp
Prof. da Universidade Estadual de Londrina
Helena Altmann, Universidade Estadual de Campinas
Doutora em Educação - PUC/RJ
Professora da Faculdade de Ed. Física - Unicamp