EFEITO DA IDADE RELATIVA NO RUGBY BRASILEIRO

Autores

  • Marcelo Massa Universidade de São Paulo
  • Renato Alves da Costa
  • Rafael Paciaroni
  • Jaqueline Freitas de Oliveira Neiva
  • Alexandre Moreira
  • Marcelo Saldanha Aoki

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v25i4.7931

Resumo

Estudos prévios sugerem que jovens atletas nascidos nos primeiros meses do ano tendem a possuir vantagem no processo de seleção e promoção de talentos quando comparados a atletas de mesma idade nascidos nos últimos meses do ano. Esse fenômeno é descrito na literatura como o efeito da idade relativa. O objetivo do presente estudo foi analisar o efeito da idade realtiva em atletas federados na Confederação Brasileira de Rugby. O teste do Qui-Quadrado (x2) foi adotado para a comparação entre a distribuição esperada e a distribuição observada. O nível de significância adotado foi de p<0,05. Os resultados do presente estudo não indicaram diferença significativa para a distribuição de nascimentos entre os quartis do ano (p>0,05). Portanto, não houve ocorrência do efeito da idade relativa nos atletas federados na Confederação Barsileira de Rugby. É possível inferir que esse resultado se deve a diversos fatores, como: (i) menor valorização social do Rugby no Brasil, (ii) menor concorrência por uma vaga nas categorias de base, (iii) menor grau de popularização e desenvolvimento do Rugby no Brasil, iv) o relativo efeito do treinamento a longo prazo e da promoção do talento esportivo, que ainda durante o processo de treinamento a longo prazo pode gradualmente eliminar sujeitos nascidos nos primeiros trimestres do ano que não apresentaram a evolução esperada, bem como (v) a presença de trabalhos adequados de treinamento a longo prazo, que tendem a favorecer a formação de atletas sem que o EIR possa interferir de maneira negativa na evolução das futuras gerações de atletas de alto rendimento

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Publicado

2017-12-05

Edição

Seção

Artigo Original