Relação entre ângulos sagitais da coluna, flexibilidade de cadeia posterior e dor nas costas com a graduação no jiu-jítsu

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v27i1.7956

Resumo

O objetivo deste estudo foi verificar a relação entre a flexibilidade da cadeia posterior, os ângulos das curvas sagitais da coluna vertebral, e a presença de dor nas costas com a graduação de praticantes de Jiu-jítsu. Oitenta e dois homens com idade entre 14 e 55 anos que praticavam Jiu-jítsu duas vezes por semana com duração mínima 1 hora e 30 minutos, e com prática ininterrupta por pelo menos um mês, foram submetidos a três avaliações: (1) curvaturas sagitais da coluna vertebral por meio do flexicurva; (2) flexibilidade da cadeia posterior por meio do banco de Wells; e (3) dor nas costas por meio do questionário BackPEI adaptado. De acordo com o tempo de prática, os participantes foram divididos em dois grupos: grupo faixa branca, composto por atletas faixa branca; e grupo faixa graduada, composto pelas demais graduações. No Software SPSS 20.0 foi realizada estatística descritiva com média, desvio-padrão e frequências e análise inferencial com teste de correlação de Spearman e o teste t independente (?=0,05). Os praticantes apresentaram, em média, curvaturas dentro da normalidade. Em relação à flexibilidade, a mesma foi classificada como fraca com valores semelhantes ao da população em geral. Quanto à dor nas costas, dos 82 praticantes de Jiu-jítsu, 57,3% (n=47) apresentaram dor. Foi encontrada apenas correlação fraca, positiva e significativa entre a intensidade da dor nas costas com a graduação do praticante. Foi possível verificar que a graduação dos praticantes de Jiu-jítsu se correlaciona com a intensidade de dor nas costas, de modo que quanto maior a graduação, maior é o nível da intensidade da dor.

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Biografia do Autor

Fernanda da Silva Medeiros, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Fisioterapeuta formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Juliana Adami Sedrez, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutoranda em Ciência do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Maiane Almeida do Amaral, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Graduanda em Fisioterapia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Cláudia Tarragô Candotti, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul nos cursos de Graduação em Fisioterapia e Educação Física, e de Pós-Graduação.

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Publicado

2019-05-11

Edição

Seção

Artigo Original