A COBERTURA MIDIÁTICA DOS JOGOS PARALÍMPICOS DE LONDRES/2012 NO PORTAL GLOBOESPORTE.COM

Autores

  • Bianca Natália Poffo Doutoranda do Programa de pós-graduação em Educação Física da UFPR
  • André Guths Kugler Aluno do curso de Educação Física da UFPR
  • Amanda Paola Velasco de Oliveira Mestranda do Programa de pós-graduação em Educação Física
  • Doralice Lange de Souza Professora do curso de Educação Física da UFPR.

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v26i2.8700

Palavras-chave:

Mochila escolar, Transporte, Carga da mochila.

Resumo

Este trabalho teve como objetivo analisar características da cobertura dos Jogos Paralímpicos de Londres/2012 no portal de notícias globoesporte.com, tendo como foco as seguintes características/categorias apontadas pela literatura como problemáticas e recorrentes na mídia: (1) vitimização/supercrip – quando as notícias enfatizam histórias de tragédias e dificuldades relacionadas com as deficiências e de superação das mesmas por parte dos atletas, tratando-os como super-heróis; (2) infantilização – quando as notícias tratam os desportistas como se fossem crianças; e (3) trivialização – quando as narrativas e ilustrações se centram em situações não esportivas. As categorias vitimização/supercrip e infantilização são problemáticas, pois tendem a reproduzir estigmas relacionados às pessoas com deficiência. Já narrativas que enfocam informações triviais não relacionadas ao esporte desperdiçam o pouco espaço que o esporte paralímpico ocupa na mídia para a promoção de uma cultura mais qualificada acerca do esporte paraolímpico. A pesquisa foi de cunho quanti-qualitativo e exploratório e teve como fonte o portal globoesporte.com. Encontramos 254 notícias tratando diretamente das Paralimpíadas de Londres/2012 e que foram publicadas durante a realização dos Jogos. Destas, 39 se encaixaram na categoria vitimização/supercrip. Sete matérias supostamente se enquadrariam no que a literatura internacional chamaria de “infantilização”. Verificamos, no entanto, que a intenção de nenhuma das notícias foi a de tratar os atletas como crianças. Localizamos 20 matérias que enfocaram em primeiro plano assuntos tais como a aparência, vida pessoal e profissão dos atletas, e não os feitos esportivos dos mesmos. Embora o número de notícias categorizadas não tenha sido quantitativamente significativa quando comparada com o número total de matérias publicadas, percebe-se a necessidade de uma maior qualificação da mídia esportiva para tratar do esporte paralímpico e dos atletas paralímpicos, enfocando menos nas suas deficiências e dificuldades e mais em suas habilidades e capacidades esportivas.

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Biografia do Autor

Bianca Natália Poffo, Doutoranda do Programa de pós-graduação em Educação Física da UFPR

Licenciada em Educação Física pela UFSC, mestre em Educação Física pela UFSC e doutoranda do Programa de pós-graduação em Educação Física da UFPR, na linha de pesquisa Esporte, lazer e sociedade. Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/7579433861775468

André Guths Kugler, Aluno do curso de Educação Física da UFPR

Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/8021462461516961

Amanda Paola Velasco de Oliveira, Mestranda do Programa de pós-graduação em Educação Física

Licenciada em Educação Física pela UFPR. Mestranda do Programa de pós-graduação em Educação Física da UFPR. Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/5045124549103973

Doralice Lange de Souza, Professora do curso de Educação Física da UFPR.

Formada em Educação Física pela UFPR. Mestre e doutora em Educação pela Universidade de Harvard. Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/6334357189847749

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Publicado

2018-07-25

Edição

Seção

Artigo Original