EQUITAÇÃO NO RIO GRANDE DO SUL: UM ESTUDO SOBRE A CONFIGURAÇÃO DA VERTENTE RURAL

Autores

  • Ester Liberato Pereira Universidade Estadual de Montes Claros
  • Janice Zarpellon Mazo Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Giandra Anceski Bataglion Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v27i2.9137

Resumo

A pesquisa trata de compreender o desenvolvimento da vertente rural da equitação no estado do Rio Grande do Sul no período do século XX. A investigação ocorreu por meio da coleta em fontes documentais, como documentos oficiais das associações hípicas e em jornais e revistas que circulavam a partir da metade do século XIX. As informações coletadas foram interpretadas por meio da técnica de análise documental. Os resultados da pesquisa demonstraram que, a partir do trabalho campeiro e rural no RS, são estabelecidas relações de interdependência com o esporte, com as manifestações culturais e com o mercado. Ao abordar uma das técnicas de trabalho rural, a prática do tiro de laço, bem como o seu deslocamento do campo para a cidade, tem-se, em um primeiro momento, o Movimento Tradicionalista Gaúcho valorizando-a enquanto uma manifestação cultural típica do estado. Posteriormente, tem-se a Federação Gaúcha de Laço com a intenção de direcionar a prática do tiro de laço para uma disposição esportiva e profissional. A partir disto, identifica-se que o elemento central na configuração estabelecida entre trabalho campeiro, cultura e esporte, no cenário da prática do tiro de laço, é representado pelo cavalo da raça crioula. Com base nisto é que emergem as competições do denominado Crioulaço, o qual parece contribuir para a legitimação do cavalo crioulo enquanto elemento-chave no arranjo configuracional do tiro de laço. Um processo de esportivização pode, ainda, ser identificado nas práticas equestres que compõem o Prêmio Freio de Ouro. Evidenciou-se que as práticas equestres possuem seus primórdios associados à lida campeira e em um primeiro momento, apresentam finalidades mais próximas de uma noção de entretenimento, passando a manifestar elementos de esportivização em meados da década de 1950.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ester Liberato Pereira, Universidade Estadual de Montes Claros

Doutora em Ciências do Movimento Humano pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano na ESEFID da UFRGS, na linha de pesquisa Representações Sociais do Movimento Humano. Professora efetiva do Departamento de Educação Física e do Desporto (DEFD) da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes, onde atua nos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Educação Física. Mestre em Ciências do Movimento Humano da ESEF/UFRGS. Especialista em Equoterapia pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). Licenciatura plena em Educação Física pela ESEF/UFRGS. Intercâmbios na Faculdade de Desporto (FADEUP) da Universidade do Porto (UP) (Portugal) e na Facultad de Educación Física (FACDEF) da Universidad Nacional de Tucumán (UNT) (Argentina). Experiência na área de pesquisa em Educação Física, com ênfase em História do Esporte e da Educação Física, Introdução à Educação Física, Campo Profissional da Educação Física, Estudos Socioculturais do Lazer e do Esporte, Esporte Adaptado, Esporte Paralímpico, Práticas Equestres (Hipismo) e Equoterapia. Membro da Associação Nacional de História (Anpuh). Foi integrante da equipe de Equoterapia do Centro de Equoterapia Cavalo Amigo por três anos (2010-2013). É coordenadora do Grupo de Estudos em História do Esporte e da Educação Física, o qual faz parte do Laboratório de Estudo, Pesquisa e Extensão do Lazer (Ludens), do DEFD da Unimontes. É membro do Núcleo de Estudos em História do Esporte e da Educação Física (NEHME) da ESEF/UFRGS e do Grupo de Estudos e Pesquisas em Neurociência, Exercício, Saúde e Esporte (GENESEs), do DEFD da Unimontes. Também é Membro Pesquisador junto à Academia Paralímpica Brasileira (APB). É associada ao Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE). É Membro da Academia Olímpica Brasileira. Participou do 21st International Seminar on Olympic Studies for Postgraduate Students of the International Olympic Academy, ocorrido em Olímpia - Grécia.

Janice Zarpellon Mazo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Licenciatura em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Especialização em Técnica Desportiva Voleibol. Especialização em Pesquisa Curricular. Mestrado em Ciência do Movimento Humano pela UFSM. Doutorado em Ciências do Desporto pela Universidade do Porto. Atualmente é professora associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Educação Física, atuando principalmente nos seguintes temas: História do Esporte e da Educação Física, Esporte Adaptado e Esporte Paralimpico; Esportes-Surdos.

Giandra Anceski Bataglion, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Ciências do Movimento Humano da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGCMH/UFRGS). Possui mestrado e graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina. É integrante do Núcleo de Estudos em História do Esporte e da Educação Física (NEHME) da ESEFID/UFRGS. Tem experiência na área de Educação Física, atuando e desenvolvendo pesquisas acerca dos seguintes temas: História do Esporte e da Educação Física, Esportes Adaptados e Esportes Paralímpicos.

Downloads

Publicado

2019-06-12

Edição

Seção

Artigo Original