DESENVOLVIMENTO DE UM DINAMÔMETRO PARA MEDIR FORÇA DE FLEXÃO DO TRONCO.

Autores

  • Catiane Souza Universidade Federal do Rio Grande do Sul image/svg+xml
  • Nicholas Kostopoulos Cardoso Universidade Federal do Rio Grande do Sul image/svg+xml
  • Edgar Santiago Wagner Neto Universidade Federal do Rio Grande do Sul image/svg+xml
  • Luiz Carlos Gertz Universidade Luterana do Brasil image/svg+xml
  • Jefferson Fagundes Loss Universidade Federal do Rio Grande do Sul image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v28i1.10199

Resumo

Níveis adequados de força são essenciais para a saúde das mais diversas populações. No que se refere à força de flexores do tronco e de extensores do tronco, é imprescindível que haja equilíbrio, o que denota a importância de avaliar e acompanhar tais variáveis. Para os extensores do tronco é amplamente conhecido o dinamômetro analógico que permite avaliações rápidas e de baixo custo. Porém, não foram encontrados relatos de um aparelho similar para avaliar flexores do tronco. Logo, o objetivo do presente estudo foi desenvolver um dinamômetro para avaliar a força de flexores do tronco. Foi desenvolvido um protótipo para avaliar a força de flexão do tronco a partir da posição sentada. Foram avaliadas a validade do instrumento, comparando os valores medidos com cargas previamente conhecidas, a repetibilidade (avaliações consecutivas) a reprodutibilidade no tempo (avaliações com um dia de intervalo) e a reprodutibilidade de posição (com a carga sendo aplicada em diferentes pontos do instrumento). Foi testada a normalidade dos dados com o teste de Shapiro-Wilk. A validade das medidas foi analisada com base no teste-t e no erro RMS (raiz quadrada das médias quadráticas). A repetibilidade e a reprodutibilidade foram avaliadas pelo teste-t, pelo erro RMS entre as medidas e pelo ICC (coeficiente de correlação intraclasse). Na reprodutibilidade intra-posição utilizou-se também uma ANOVA. Não foram encontradas diferenças entre as situações avaliadas. Em todos os testes, o ICC foi classificado como excelente (>0.995) e foram encontrados baixos valores de erro RMS (erro padrão de medida) (<1,5 kgf), SEM (mínima mudança detectável) (<1,3 kgf) e MDC (<2,3 kgf). Frente aos resultados obtidos, conclui-se que o instrumento desenvolvido apresenta validade, repetibilidade e reprodutibilidade no tempo e posição.

Biografia do Autor

  • Catiane Souza, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
    Programa de Pós Graduação em Ciências do Movimento Humano
  • Nicholas Kostopoulos Cardoso, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
    Escola de Educação Física
  • Edgar Santiago Wagner Neto, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
    Programa de Pós Graduação em Ciências do Movimento Humano
  • Luiz Carlos Gertz, Universidade Luterana do Brasil
    Departamento de Engenharia Mecânica
  • Jefferson Fagundes Loss, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
    Departamento de Educação Física

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Publicado

2020-07-28

Edição

Seção

Artigo Original