PERFIL CARDIORRESPIRATÓRIO ENTRE ATACANTES E DEFENSORES DE UMA EQUIPE PROFISSIONAL DE RUGBY

Autores

  • Estêvão Rios Monteiro Universidade Federal do Rio de Janeiro image/svg+xml
  • André Mendes
  • Gabriel Andrade Paz Universidade Federal do Rio de Janeiro image/svg+xml
  • Humberto Lameira Miranda Universidade Federal do Rio de Janeiro image/svg+xml
  • Vicente Pinheiro Lima Universidade Castelo Branco image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v24i1.5871

Resumo

O Rugby caracteriza-se como um desporto competitivo, normalmente praticado por 15 jogadores em cada equipe. É um esporte que exige ao extremo as aptidões físicas, contendo corridas em altas velocidades, colisões físicas entre os atletas, e potência muscular como componente prioritário. Neste sentido, .o objetivo do presente estudo foi comparar o nível de VO2 máximo estimado através do teste Yo-yo entre atacantes e defensores de uma equipe profissional de Rugby da região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro. Participaram do estudo 25 jogadores do sexo masculino (24,16 ± 6,35 anos; 80 ± 9,2 kg; e 1,79 ± 5,6 m). Todos os avaliados realizaram três sessões do teste Yo-yo nível 1 para o estimar o VO2 máximo de forma duplamente indireta, com intervalo de 72 horas entre as sessões. Na análise descritiva foram calculadas as médias e desvio-padrão das variáveis. O teste de Shapiro-Wilk foi aplicado para verificar a normalidade dos dados. O teste T pareado foi aplicado para comparar o distância média e VO2 máximo estimado no teste Yo-yo entre defensores e atacantes. Para todas as analises foi adotado o valor de p < 0,05. Em relação ao grupo total de participantes verificou-se média de 45,25 ± 3,8 ml*kg*min-1 de VO2 máximo. A média do VO2 máximo no grupo de defensores (47,7 ± 4,8 ml*kg*min-1) foi significativamente maior comparado ao grupo de atacantes (42,3 ± 2,8 ml*kg*min-1; p = 0,001). A distância média percorrida pelos defensores também foi significativamente maior (1355,3 ± 574,4 m), quando comparado ao atacantes (713.3 ± 333,8 m; p = 0.0001). Em conclusão, verificou-se que o grupo de defensores apresentou melhor aptidão cardiorrespiratória e maior distância percorrida, quando comparado ao grupo de atacantes. Logo, a prescrição de treinamento individualizado por função, pode exercer um papel fundamental na otimização dos resultados em atletas profissionais de Rugby.

Biografia do Autor

  • Estêvão Rios Monteiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro
    Especialista em Treinamento de Força pela Universidade Federal do Rio e Janeiro. Pesquisador do Grupo de pesquisas em Treinamento de Força e do Grupo de Biodinâmica do Exercício, Saúde e Performance - BIODESP (2009-Atual).
  • André Mendes
    Bacharel em Educação Física pela Universidade Castelo Branco. Grupo de pesquisa em Biodinâmica do exercício, Saúde e Performance – BIODESP (2014-Atual).
  • Gabriel Andrade Paz, Universidade Federal do Rio de Janeiro
    Mestre em Educação Física pela Universidade Federal do Rio e Janeiro. Pesquisador do Grupo de pesquisas em Treinamento de Força e do Grupo de Biodinâmica do Exercício, Saúde e Performance - BIODESP (2009-Atual).
  • Humberto Lameira Miranda, Universidade Federal do Rio de Janeiro
    Professor Adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro na Escola de Educação Física e Desportos. Graduado em Educação Física pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (2001), Mestrado em Ciência da Motricidade Humana pela Universidade Castelo Branco (2005) e Doutorado em Engenharia Biomédica pela Universidade do Vale do Paraíba (2009).
  • Vicente Pinheiro Lima, Universidade Castelo Branco
    Professor Mestre do Curso de Graduação em Educação Física das Faculdades Integradas Maria Thereza,Niterói, RJ; Professor Mestre do Curso de Graduação em Educação Física da Universidade Castelo Branco, RJ; Departamento: Grupo de Pesquisas em Biodinâmica do Exercício, Saúde e Performance (BIODESP), Universidade Castelo Branco, Rio de Janeiro, RJ.

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Publicado

2015-08-06

Edição

Seção

Artigo Original