Coordenação motora e funções executivas: possíveis associações
DOI:
https://doi.org/10.31501/rbpe.v11i3.12322Palabras clave:
Lipodistrofia, HIV, Exercício FísicoResumen
Atualmente, a literatura expõe dados que representam fortes correlações entre os níveis de coordenação motora e habilidades cognitivas gerais. Entretanto, pouco se sabe sobre até que ponto uma variável pode incidir sobre outra, e vice-versa. Tendo em vista tais constatações, esta pesquisa tem como objetivo verificar as possíveis correlações entre funções executivas e tarefas de coordenação motora em escolares. Participaram da amostra 40 crianças, de faixa etária 11 e 12 anos, regularmente matriculadas em escolas públicas de Caxias do Sul/RS. Foram utilizados três testes para mensurar a aptidão funcional executiva: Go/No-Go, Odd One Out e Trial Making Test; e o teste KTK para avaliar a coordenação motora. Dentre os resultados, exaltou-se correlações moderadas, negativas e significativas entre o número de erros no teste de controle inibitório auditivo verbal e o desempenho nas quatro tarefas motoras (equilíbrio, r = -0.352 p = 0.028; salto monopedal, r = -0.339 p = 0.035; salto lateral, r = -0.319 p = 0.048 e na transposição, r = -0.341 p = 0.034). A partir desta pesquisa, conclui-se que a associação entre funções executivas e coordenação motora existe. Sugere-se que, para treinar a capacidade motora de um indivíduo em potencial máximo, o desafio deve aliar a tarefa física a uma demanda cognitiva, da qual instigue o praticante a vencer o obstáculo de forma inteligente, onde o sucesso não dependa apenas de seu vigor físico, mas de uma estratégia elaborada instrinsicamente.