Por que tanta violência?

Uma análise da cobertura jornalística do assassinato de Roberta da Silva à luz do jornalismo para paz

Autores

  • Rafael Rodrigues Pereira Universidade Cruzeiro do Sul

DOI:

https://doi.org/10.31501/clogia.v17i1.15416

Resumo

Este trabalho propõe analisar a cobertura jornalística da LGBTfobia à luz das proposições de Jake Lynch e Annabel McGoldrick (2000) sobre Jornalismo para Paz e a perspectiva teórica de Johan Galtung (1969) sobre as tipologias de violência. Utilizando a metodologia de estudo de caso, a pesquisa examinou a cobertura do assassinato de Roberta da Silva, mulher trans assassinada em 2021, em Recife. O objetivo geral é verificar se o jornalismo adotou uma abordagem voltada à promoção da paz ou se perpetuou discursos de violência. A análise se concentrou em identificar narrativas, enquadramentos e escolhas linguísticas que refletem os princípios do Jornalismo para Paz, como a humanização das vítimas e a busca por soluções não violentas, contrastando com possíveis estigmatizações e polarizações. Os resultados da pesquisa revelam que todas as reportagens apresentadas abordam explicitamente a violência direta sofrida por Roberta da Silva, com diferentes níveis de detalhamento sensacionalista. Essa ausência de análise estrutural e cultural nas reportagens desumaniza a vítima e reforça estigmas, o que pode ser compreendido à luz dos conceitos de violência cultural de Johan Galtung e violência simbólica de Pierre Bourdieu, que ressaltam como a mídia pode reproduzir preconceitos de maneira tácita.

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Publicado

2025-12-11

Como Citar

Rodrigues Pereira, R. (2025). Por que tanta violência? Uma análise da cobertura jornalística do assassinato de Roberta da Silva à luz do jornalismo para paz. Comunicologia, 17(1). https://doi.org/10.31501/clogia.v17i1.15416

Edição

Seção

Artigos Livres