Publicidade que alimenta: análise das estratégias destinadas à criança na publicidade de alimentos na mídia impressa brasileira
DOI:
https://doi.org/10.31501/comunicologia.v5i1.3727Keywords:
Análise Econômica do Direito, Propriedade Intelectual, Direitos de Exclusividade, Patentes, Direitos Autorais, Limites, ExceçõesAbstract
A formação dos hábitos alimentares ocorre na infância. A indústria de alimentos, aproveitando-se da vulnerabilidade infantil, faz uso de estratégias emocionais e promocionais nas mídias de modo a promover a identificação infantil. Objetivo: Analisar as propagandas alimentícias infantis na mídia impressa, identificando as estratégias de persuasão utilizadas. Método: Estudo quantiqualitativo durante período de 12 meses de publicações para o publico em geral e infantil, a partir de análises descritivas e inferenciais com uso do SPSS 17.0 e da análise lexical do conteúdo veiculado por meio do software Alceste. Resultados: Dentre as 610 revistas analisadas, observou-se 18.689 propagandas, sendo 8,5% destas são de alimentos (n = 1.589). Dentre as peças de alimentos, os refrigerantes e os sucos artificiais são os de maior representatividade (21,8%) e os produtos in natura obtiveram menor representatividade (0,2%). Observou-se uma relação siginificativa entre o uso de personagens animados com mascotes e a destinação para o público infantil. A análise lexical do corpus formado por 53 propagandas direcionadas para o público infantil revelou 5 categorias. A Classe 1 (38% do corpus) e a Classe 2 (32%) correspondem, respectivamente, à associação do produto com brindes e a uma grande ênfase em personagens animados do imaginário infantil. Conclusão: Para o público infantil são utilizadas estratégias diferenciadas, como o uso de personagens e mensagens de incentivo ao consumo. É necessária a instrumentalização da população sobre as estratégias utilizadas pelas indústrias e a regulação pelo Estado para proteção efetiva principalmente do público infantil.Downloads
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