A comunicação nas metafísicas canibais e no perspectivismo ameríndio
DOI:
https://doi.org/10.31501/clogia.v17i1.15362Resumo
Esta é uma leitura enviesada para a comunicação de Metafísicas Canibais: elementos para uma antropologia pós-estrutural, obra na qual Eduardo Viveiros de Castro pensa a volta da filosofia (ameríndia) ao centro do palco antropológico. Nela, o autor relê as Mitológicas de Claude Lévi-Strauss através de Gilles Deleuze e Félix Guattari, de modo que neste artigo analisa-se, principalmente, esta filosofia de imanência e virtualidade através destes filósofos, mas também das influências de Roy Wagner, Gregory Bateson e Henri Bergson. O objetivo é dar forma à comunicação ontológica nos momentos de aberrância e de encontro violento com o signo, fundamentais para entender sua antropologia transversal e as suas críticas às filosofias da comunicação transcendentes, sempre um risco interpretativo do perspectivismo ameríndio.
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