A depressão na imprensa brasileira (1970-2010): do sentido coletivo ao sentido privado

Autores

  • Ericson Saint Clair

DOI:

https://doi.org/10.31501/comunicologia.v8i2.3202

Palavras-chave:

Viticultura, Instituições, APLs

Resumo

Investigamos a construção discursiva da depressão na imprensa do Brasil entre as décadas de 1970 e 2010. A partir da análise do discurso de 863 matérias do jornal Folha de São Paulo e da revista Veja, sugerimos que teria havido uma importante ruptura no sentido hegemônico da palavra “depressão” a partir da década de 90. De 1970 até os anos de 1990, prevalecera nos veículos estudados certo sentido coletivo da palavra, referente aos infortúnios psicossociais advindos especialmente da repressão militar e do caos socioeconômico do país de então. Nos anos 90, ascende o atual sentido privado da depressão como distúrbio mental passível de ser instrumentalizado por saberes técnicos, notadamente a psiquiatria farmacológica. Avaliamos tal alteração discursiva no bojo de transformações histórico-culturais diversas como a ascensão do tema da saúde individual como ideal supremo, o recudescimento da psicopatologia descritiva, o boom das neurociências, o sucesso da indústria farmacêutica e as transformações políticas e econômicas do Brasil na década de 90.

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Publicado

2016-08-14

Como Citar

Saint Clair, E. (2016). A depressão na imprensa brasileira (1970-2010): do sentido coletivo ao sentido privado. Comunicologia, 8(2), 104–119. https://doi.org/10.31501/comunicologia.v8i2.3202

Edição

Seção

Jornalismo