FORMAÇÃO PARA O TRABALHO GENTILMENTE PRIORIZANDO A FORMAÇÃO HUMANA

Authors

  • Suzana Silveira Almeida FEBF

Keywords:

obesidade, crianças, pais,

Abstract

Na Educação Não-Formal atendendo ao apelo de suprir um déficit da escola, surgem Programas na linha de “treinar” jovens a se preparem para o mercado de trabalho, mas este discurso muitas vezes não ultrapassa a barreira do “treinar”. No entanto, esta pesquisa tem como objetivo central descrever um dos Projetos desenvolvidos na perspectiva de “educar” jovens buscando uma preparação para a vida que inclui a inserção e sua manutenção no mercado de trabalho. Para isso, objetivamos promover uma reflexão sobre a importância do educador sensibilizar-se perante a urgência de desenvolver atividades interdisciplinares e dinâmicas visando gerirem estes “humanos” e para isto analisamos o Projeto “Gentileza gera gentileza” construído com os jovens de 14 a 24 anos participantes do Programa “Aprendiz Legal”, da Região dos Lagos de 2009 à 2011 vinculado à um projeto de Educação não formal, ministrado por uma Organização não governamental em parceria com uma Fundação, tendo como base o tripé procedimental, atitudinal e comportamental. Devido a pesquisa ser de cunho qualitativo com abordagem da pesquisa-ação que combina o material empírico advindo da inserção no campo (perpassando por conversas, entrevistas abertas, observações junto aos envolvidos e análises documental do projeto supracitado) também com as contribuições das pesquisas bibliográficas. Os referenciais que mais embasaram esta pesquisa foram: Alarcão (2003) que ressalta a importância do professor reflexivo; as diversas possibilidades metodológicas de Freinet analisados à luz dos estudos de Paiva (1997); e trabalho com Fernandes (2006; 2011) sobre educação não formal e principalmente Freire (1996) que enfatiza os valores humanos. A pesquisa evidenciou que cabe ao educador como o gestor responsável ser o mediador, facilitador, destes “humanos” através da organização de conteúdos e metodologias didáticas que podem e devem ser utilizados como instrumentos que potencializam a formação de cidadãos capazes de compreender e intervir na realidade a partir do diálogo, escuta, negociação, ética, responsabilidade e da criatividade, além de outras competências e habilidades baseados na relação de afetividade entre “aprendente-ensinante”. Por tanto, privilegiamos a gentileza tanto na vida pessoal quanto no mundo do trabalho como significativo para “boas práticas” para além da sala de aula priorizando o protagonismo dos jovens com base na história do Profeta Gentileza articulado com a vida pessoal, social e especialmente com o mundo do trabalho.

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Author Biography

Suzana Silveira Almeida, FEBF

Mestranda em “Educação, Cultura e Educação em Periferias Urbanas” pela Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Bolsista CAPES. E-mail: susanmeotti@yahoo.com.br