DO CRIME DE ABORTO AO ABORTO DO CRIME: OS IMPERATIVOS E AS CONTROVÉRSIAS IMPOSTAS PELA EPIDEMIA DO ZIKA VÍRUS

Autores/as

  • José Adércio Leite Sampaio
  • Lívia Maria Cruz Gonçalves de Souza

DOI:

https://doi.org/10.31501/repats.v4i1.8211

Resumen

O trabalho situa o debate em torno do abortamento no âmbito da saúde pública e da saúde reprodutiva da mulher. É apontada a correlação entre a realização de abortos inseguros e o número de óbitos maternos com o modelo de legislação adotada. Em sistemas legais permissivos, os números de práticas inseguras e de mortalidade materna são baixos. Diante da ameaça de microcefalia por contaminação pelo Zika vírus, o quantitativo de abortos inseguros e, consequentemente, o número de óbitos maternos tendem a aumentar. A adoção de uma política criminal mais flexível ou mesmo abolicionista sobre o tema é exigência que não se pode adiar com discursos filosóficos e religiosos intermináveis. O abortamento não é uma questão de polícia, mas de saúde pública.

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Biografía del autor/a

José Adércio Leite Sampaio

Mestre e Doutor em Direito. Professor de Pós-Graduação da ESDHC e PUC-MINAS. Procurador da República.

Lívia Maria Cruz Gonçalves de Souza

Advogada, Mestre em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável pela Escola Superior Dom Helder Câmara. Doutoranda em Direito Público pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Publicado

2017-08-19

Número

Sección

Artigos