A INTERNET DAS COISAS E O DIREITO FUNDAMENTAL À PRIVACIDADE DO CIDADÃO

Autores

  • Regina Linden Ruaro
  • Ingrid Pereira Botelho
  • Luana Steffens

DOI:

https://doi.org/10.31501/repats.v7i1.12597

Palavras-chave:

ICMS, Repartição Tributária, Desenvolvimento Econômico, Análise Econômica do Direito

Resumo

É tendência global a utilização de tecnologias facilitadoras em todos os setores da vida cotidiana como, por exemplo, o uso da inteligência artificial, internet das coisas, Big Data e plataformas digitais. Por outro lado, o direito fundamental à privacidade e intimidade no ambiente digital é também crucial para que seja garantida a dignidade do indivíduo. A privacidade online é um dos principais desafios na indústria 4.0. O presente ensaio propõe-se a analisar o surgimento da internet das coisas e o impacto da Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD - sobre tais atividades, notadamente a proteção ao direito fundamental à privacidade digital. Para tanto, busca-se uma compreensão do significado de internet das coisas e, em sequência, verifica-se a aplicabilidade das disposições da nova LGPD (Lei nº 13.709/18) às operações envolvendo essa nova tecnologia. A pesquisa teve abordagem dedutiva, empregou-se o método interpretativo sistemático e manusearam-se fontes bibliográfico-documental. Conclui-se que as dificuldades em torno da regulamentação do uso de novas tecnologias aplicadas à LGPD existem, todavia não poderão ser usadas como meio de isenção de responsabilidade no tratamento dos dados pessoais através dos dispositivos da internet das coisas. Os esforços deverão ser no intuito de compatibilizar o uso dos dispositivos da internet das coisas e a proteção dos dados pessoais. Para tanto, imprescindível se faz a construção de elementos procedimentais e técnicas que proporcionem o abrandamento dessa tensão existencial.

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Biografia do Autor

Regina Linden Ruaro

Professora titular e Decana Associada da Escola de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Procuradora Federal/AGU aposentada. Doutora em Direito pela Universidad Complutense de Madrid (1993 com titulo revalidado pela UFRGS em 1994) e Pós-Doutora pela Universidad San Pablo - CEU de Madri (2006/2008), Estágio Pós-doutoral na Universidade San Pablo - Ceu de Madri (2016) Compõe o Grupo Internacional de Pesquisa "Protección de datos y acceso a la información". Professora convidada do Master en Protecciòn de datos, transparencia y acceso a la Información da Universidad San Pablo de Madrid-CEU de Espanha.Membro Honorário do Instituto Internacional de Estudos de Direito do Estado - IEDE. Lidera o Grupo de Pesquisa cadastrado no CNPq: Proteção de Dados Pessoais e Direito Fundamental de Acesso à Informação no Estado Democrático de Direito.

Ingrid Pereira Botelho

Mestranda em Direito na área de Teoria Geral da Jurisdição e Processo pela PUCRS. Especialista em Direito Público pela Escola de Magistratura Federal (ESMAFE). Advogada

Luana Steffens

Mestranda em Direito na área Teoria Geral da Jurisdição e Processo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). Pós-graduada em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários e pela Escola Superior da Magistratura do Rio Grande do Sul - AJURIS. MBA em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas - FGV. Bacharel em Direito pela PUC/RS.

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Publicado

2020-12-30

Edição

Seção

Artigos