Reescrita como prática pedagógica: um relato de experiência do Pibid

Autores

  • Clítia Daniel Nascimento Cândido Universidade Católica de Brasília, UCB

Resumo

O presente trabalho tem como tema central discutir o papel da reescrita como prática pedagógica para o desenvolvimento de competências e habilidades de escrita em contexto escolar. A discussão tem como ponto de partida a atividade intitulada Oficinas de Redação – Enem 2016, realizada no âmbito do Subprojeto do Pibid (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) do curso de Letras Português da Universidade Católica de Brasília (UCB), destinadas a estudantes do 3º ano do Ensino Médio regular de uma escola pública do Distrito Federal. As produções textuais dos estudantes foram analisadas tendo como parâmetro as cinco competências avaliadas pelo Enem (BRASIL, 2013). Compreende-se que as cinco competências se distribuem no eixo linguístico e coesivo e no eixo da comunicação real e viva da constituição coerente de sentidos (BAKHTIN, 1997). O contato com o texto após intervalo de tempo e a possibilidade de reescrita voltada para a eliminação de opacidades no texto possibilitam que o estudante se torne simultaneamente escritor, leitor e autor de sua produção (MARCUSCHI, 2008). Essa interação promove a atitude responsiva diante do próprio texto, o senso de autoria e o uso consciente de recursos linguísticos para a construção de sentidos dentro da estrutura do gênero textual solicitado (BAKHTIN, 1997). Propõe-se, portanto, a reescrita como um recurso didático que promove maior interação entre professor e estudante e, principalmente, interação do estudante com seu próprio texto, que passa a compreender a produção de texto enquanto processo (RUIZ, 1998; GONÇALVES, 2007; MENEGOLO & MENEGOLO, 2005). Defende-se, assim, a reescrita como metodologia eficaz no contexto escolar, pois demonstra potencialidade diante dos objetivos previstos para o ensino de Língua Portuguesa. Para tanto, faz-se necessário uma prática pedagógica escolar sociointeracionista, amparada na metodologia da reescrita, para o desenvolvimento gradativo das competências acima mencionadas. Além disso, a reescrita contribui para o fomento da cidadania do estudante como sujeito-autor autoconsciente da sua produção textual (GONÇALVES, 2007).

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Biografia do Autor

Clítia Daniel Nascimento Cândido, Universidade Católica de Brasília, UCB

Pós-Doutorado em Estudos de Tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina. Doutorado em Teoria Literária, Mestrado em Linguística Aplicada e Bacharelado em Letras-Tradução Inglês pela Universidade de Brasília.

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Publicado

2017-04-03

Edição

Seção

Resumos de TCC