Um estudo acústico sobre a variação vocálica em dois dialetos do português do Brasil

Autores

  • Virginia A. G. Meirelles Universidade de Brasília

Palavras-chave:

Capital Humano, Crescimento Econômico

Resumo

Este artigo examina dois correlatos acústicos de identidade vocálica em duas variedades do Português de Brasil (PB): o primeiro formante (F1) e o segundo formante (F2), a fim de testar a Teoria da Dispersão Adaptiva (LILJENCRANTS e LINDBLOM 1972; LINDBLOM 1975, 1990; LINDBLOM e ENGSTRAND, 1989; DISNER 1984) e a Teoria Quantal da Fala (STEVENS 1972, 1989) para vogais tônicas produzidas nessas variedades de PB. Os dados foram coletados com falantes alfabetizados que vivem no Distrito Federal e em sete cidades do Rio Grande do Sul. Os resultados acústicos para as vogais produzidas por homens, por um lado; e por mulheres, por outro lado, foram comparados e mostraram que, tanto para homens quanto para mulheres, há mais variação entre as vogais médias do que entre as vogais pontuais /i/, /a/ e /u/. O estudo não oferece provas conclusivas sobre nenhuma das teorias, mas indica que provavelmente na organização dos sistemas vocálicos duas tendências operam: uma para as vogais pontuais e outra para o resto das vogais.

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Biografia do Autor

Virginia A. G. Meirelles, Universidade de Brasília

Mestre em Linguística pela Universidade de Brasília e doutora em Linguística pela mesma Universidade; professora do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução da UnB.

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Publicado

2014-10-28

Edição

Seção

Artigos