Transplante Hepático como Abordagem Terapêutica para Tumores Neuroendócrinos Metastáticos

Tayane Oliveira Pires, Eduarda Vidal Rollemberg, Bárbara Valadão Junqueira, Gustavo Sardinha Lisboa Leite, Gustavo de Sousa Arantes Ferreira, Columbano Junqueira Neto

Resumo


Os Tumores neuroendócrinos (TNE) são um grupo raro e heterogêneo de neoplasia maligna com crescimento lento e a variada capacidade secretória das células neuroendócrinas, principalmente do pâncreas, trato gastrointestinal e da árvore brônquica, podem contribuir para o seu diagnóstico tardio. Os TNE são pouco frequentes, sendo a incidência global de tumores neuroendócrinos gastroenteropancreáticos de 2,5 - 5 casos por 100.000 habitantes. O crescimento lento destes tumores favorece o curso clínico oligosintomático, consequentemente, são diagnosticados tardiamente quando já há metástase. O exame diagnóstico de imagem mais eficaz para visualizar o tumor primário é a cintilografia com somatostatina, que identifica as células tumorais as quais expressam os receptores de somatostatina. Atualmente, sabe-se que a cirurgia é a melhor forma de tratamento, sendo eficaz no alívio dos sintomas. Também, é o único manejo terapêutico potencialmente curativo se realizada a ressecção cirúrgica completa de lesões primárias e metastáticas. Sabe-se que a sobrevida cai significativamente se os pacientes que possuem metástase hepática do tumor neuroendócrino não forem beneficiados com a cirurgia de transplante, chegando a índices de 25% em 5 anos. Devido às suas características, a única indicação aceitável para transplante hepático em cânceres metastáticos é em caso de metástase hepática oriunda de um TNE. As indicações são: mal estado geral, impossibilidade de qualquer outra terapia e caso o paciente for apresentar os sintomas durante o resto da vida. O objetivo deste trabalho é mostrar a importância do transplante hepático como abordagem terapêutica para os tumores neuroendócrinos metastáticos, sendo o único tratamento potencialmente curativo nesses casos.

Palavras-chaves: tumor neuroendócrino metastático, transplante hepático, tratamento


Texto completo:

PDF