Poliangeíte microscópica e febre de origem indeterminada

Bruno Cesar Cesar Amaral, David Lima Pedrosa, Vitorino Modesto dos Santos, Luciana Nunes Daameche, Taynara Barros Alves

Resumo


Febre de origem indeterminada representa um desafio para o diagnóstico clínico diferencial. Relata-se o estudo de caso de um homem de meia idade com febre de origem indeterminada, cuja etiologia presuntiva foi tuberculose pulmonar em virtude de história de contatos com portadores dessa doença e imagens sugestivas na tomografia de tórax. No entanto, não houve resposta à terapia específica e também os exames bacteriológicos e as pesquisas gênicas e antigênicas foram negativos. Os dados da história clínica e do exame físico foram inespecíficos, sem evidência de causas infecciosas ou neoplásicas. Os exames laboratoriais de rotina revelaram elevação de marcadores inflamatórios e trombocitopenia. A positividade de anticorpo antimieloperoxidase e a biópsia pulmonar compatível com pneumonia intersticial; além da exclusão de outras doenças autoimunes, levaram ao diagnóstico de poliangeíte microscópica. Houve boa resposta clínica e laboratorial à terapia de indução com ciclofosfamida e prednisona em doses imunossupressoras.

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