Leishmaniose visceral em pós transplante hepático

Caio de Oliveira Reges, Gabriela de Campos Araujo, Giovanna Brandão de Oliveira Santos, Natalia da Costa Meireles, Natalia de Carvalho Trevizoli

Resumo


A escolha do doador, bem como a pesquisa de determinados patógenos em órgãos sólidos faz parte do protocolo de transplante de órgãos, entretanto, algumas doenças importantes são excluídas deste rastreio. A Leishmaniose Visceral (LV), doença endêmica nas regiões nordeste e sudeste, acomente crianças, adultos jovens e imunodeprimidos, causada pelo gênero Leishmania, caracterizada por febre irregular persistente, hepatoesplenomegalia, linfadenopatia, além de alterações laboratoriais como plaquetopenia, leucopenia e hipergamaglobulinemia. O caso aborda paciente de sexo masculino, 59 anos, diagnosticado com cirrose alcoólica e hepatocarcinoma, com descompensação prévia com encefalopatia hepática, HDA e ascite, classificado em CHILD C11 e MELD 15. Submetido a transplante hepático com doador cadáver e evoluiu com quadro infeccioso arrastado, com picos febris persistentes, desnutrição, hepatoesplenomegalia e instabilidade hemodinâmica, além de anemia e leucopenia em exames laboratoriais. Procedeu-se à realização de mielograma que fechou o diagnóstico de leishmaniose visceral. Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo discutir o diagnóstico de doenças oportunista em pacientes imunodeprimidos pós-transplantados.

Palavras-chave: Leishmaniose, Transplante, Imunossupressão


Texto completo:

PDF