Burnout: o fenômeno que tem adoecido a classe médica brasileira

Siglia Diniz

Resumo


Existe uma espécie de silêncio consentido entre os médicos em relação à saúde mental e emocional da classe como um todo. Estudos recentes mostram uma incidência três vezes maior de suicídio entre os médicos brasileiros, comparada à população em geral. Os sintomas comportamentais - incluindo problemas de memória ou concentração, desequilíbrios de humor, insônia e dores no corpo - estão bem documentados e correlacionados com várias condições clínicas relacionadas ao Burnout. O Conselho Federal de Medicina apontou que 23,1% dos médicos manifestam burnout elevado. Em nível mundial, 1 em cada 2 médicos sofrem da Síndrome de Burnout, sendo mais de 30% da classe médica como um todo afetada pela forma moderada da síndrome e um décimo exibe a forma grave, apresentando danos irreparáveis em muitas situações. E como começar a praticar mudanças que melhorem a saúde de um médico e diminuam as chances de sofrer com o burnout? A resposta óbvia inicialmente seria que o profissional buscasse um equilíbrio entre horas trabalhadas e descanso efetivo. Vale também ressaltar, a importância de ter pessoas em suas relações, que sejam de confiança. Seja na família, amigos e/ou mentores que o ajudem a identificar os primeiros sinais de burnout. Sinais estes que podem ser sutis, como por exemplo, mudanças de comportamentos corriqueiros e diminuição de produtividade até distúrbios clínicos e mentais mais sérios, como idealização de suicídio e/ou violência contra outros.


Texto completo:

PDF