Perfil de pessoas vivendo com HIV em um centro de referência em doenças infectocontagiosas de Belo Horizonte (MG, Brasil)
Palavras-chave:
Envelhecimento ativo, Centro de Convivência, Atividades de lazerResumo
Avaliou-se o perfil de pessoas vivendo com HIV atendidas em um centro de referência em doenças infectocontagiosas. Entre os 50 pacientes entrevistados (n = 50), 80% (n = 40) eram do sexo masculino e a média de idade foi 39 ± 13,8 anos. 84% (n = 42) faziam uso da terapia antirretroviral (TARV) e 60% (n = 30) praticavam atividade física. Hábitos deletérios associados a comportamentos de risco para disseminação do HIV foram observados, como o alcoolismo (72%, n = 36), práticas sexuais de risco (sexo anal, 76%), parceiros múltiplos (3 ou > 3/ano, 44%), elevado número de homens que fazem sexo com homens (40%, n = 20), e uma baixa aderência ao uso regular de preservativo (antes [12%] e após [56%] a soropositividade). O sexo do entrevistado ou tipo de prática sexual relacionou-se ao uso de preservativo; etilismo ao número de parceiros; e a prática de atividade física associou-se ao uso da TARV (p < 0,05). Preocupantemente, 36% (n = 18) dos entrevistados relataram o uso de tecnologias de comunicação (aplicativos, bate-papo online, internet e redes sociais em geral) para busca de parceiros, sendo este um fator agravante dos comportamentos de risco, desde que houve associação significativa entre esse hábito e a promiscuidade sexual (p = 0,0279). Portanto, é importante compreender os aspectos que interferem nas práticas sexuais seguras, bem como os fatores que determinam a adesão a TARV, visando à melhoria da qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV e a execução de medidas preventivas.