Perfil de pessoas vivendo com HIV em um centro de referência em doenças infectocontagiosas de Belo Horizonte (MG, Brasil)

Autores

  • Carlos Felipe Nogueira Médico(a), Faculdade de Medicina, Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS- Alfenas-MG).
  • Cláudio Daniel Cerdeira Doutor em Ciências Farmacêuticas, Departamento de Bioquímica (DBq), Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). http://orcid.org/0000-0002-7242-8028
  • Aline Chagas Prado Médico(a), Faculdade de Medicina, Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS- Alfenas-MG).
  • Raquel Pinto Coelho Souza Dias Médico(a), Faculdade de Medicina, Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS- Alfenas-MG).
  • Roberta Bessa Veloso Silva Docente da Faculdade de Medicina, Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS- Alfenas-MG).
  • Poliane Cristina Vertêlo Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
  • Alessandra Cristina Pupin Silvério Docente da Faculdade de Medicina, Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS- Alfenas-MG).

Palavras-chave:

Envelhecimento ativo, Centro de Convivência, Atividades de lazer

Resumo

Avaliou-se o perfil de pessoas vivendo com HIV atendidas em um centro de referência em doenças infectocontagiosas. Entre os 50 pacientes entrevistados (n = 50), 80% (n = 40) eram do sexo masculino e a média de idade foi 39 ± 13,8 anos. 84% (n = 42) faziam uso da terapia antirretroviral (TARV) e 60% (n = 30) praticavam atividade física. Hábitos deletérios associados a comportamentos de risco para disseminação do HIV foram observados, como o alcoolismo (72%, n = 36), práticas sexuais de risco (sexo anal, 76%), parceiros múltiplos (3 ou > 3/ano, 44%), elevado número de homens que fazem sexo com homens (40%, n = 20), e uma baixa aderência ao uso regular de preservativo (antes [12%] e após [56%] a soropositividade). O sexo do entrevistado ou tipo de prática sexual relacionou-se ao uso de preservativo; etilismo ao número de parceiros; e a prática de atividade física associou-se ao uso da TARV (p < 0,05). Preocupantemente, 36% (n = 18) dos entrevistados relataram o uso de tecnologias de comunicação (aplicativos, bate-papo online, internet e redes sociais em geral) para busca de parceiros, sendo este um fator agravante dos comportamentos de risco, desde que houve associação significativa entre esse hábito e a promiscuidade sexual (p = 0,0279). Portanto, é importante compreender os aspectos que interferem nas práticas sexuais seguras, bem como os fatores que determinam a adesão a TARV, visando à melhoria da qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV e a execução de medidas preventivas.

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Publicado

2020-09-20

Como Citar

Nogueira, C. F., Cerdeira, C. D., Prado, A. C., Dias, R. P. C. S., Silva, R. B. V., Vertêlo, P. C., & Silvério, A. C. P. (2020). Perfil de pessoas vivendo com HIV em um centro de referência em doenças infectocontagiosas de Belo Horizonte (MG, Brasil). Revista De Medicina E Saúde De Brasília, 9(1). Recuperado de https://portalrevistas.ucb.br/index.php/rmsbr/article/view/11590