Perfil de pessoas vivendo com HIV em um centro de referência em doenças infectocontagiosas de Belo Horizonte (MG, Brasil)

Carlos Felipe Nogueira, Cláudio Daniel Cerdeira, Aline Chagas Prado, Raquel Pinto Coelho Souza Dias, Roberta Bessa Veloso Silva, Poliane Cristina Vertêlo, Alessandra Cristina Pupin Silvério

Resumo


Avaliou-se o perfil de pessoas vivendo com HIV atendidas em um centro de referência em doenças infectocontagiosas. Entre os 50 pacientes entrevistados (n = 50), 80% (n = 40) eram do sexo masculino e a média de idade foi 39 ± 13,8 anos. 84% (n = 42) faziam uso da terapia antirretroviral (TARV) e 60% (n = 30) praticavam atividade física. Hábitos deletérios associados a comportamentos de risco para disseminação do HIV foram observados, como o alcoolismo (72%, n = 36), práticas sexuais de risco (sexo anal, 76%), parceiros múltiplos (3 ou > 3/ano, 44%), elevado número de homens que fazem sexo com homens (40%, n = 20), e uma baixa aderência ao uso regular de preservativo (antes [12%] e após [56%] a soropositividade). O sexo do entrevistado ou tipo de prática sexual relacionou-se ao uso de preservativo; etilismo ao número de parceiros; e a prática de atividade física associou-se ao uso da TARV (p < 0,05). Preocupantemente, 36% (n = 18) dos entrevistados relataram o uso de tecnologias de comunicação (aplicativos, bate-papo online, internet e redes sociais em geral) para busca de parceiros, sendo este um fator agravante dos comportamentos de risco, desde que houve associação significativa entre esse hábito e a promiscuidade sexual (p = 0,0279). Portanto, é importante compreender os aspectos que interferem nas práticas sexuais seguras, bem como os fatores que determinam a adesão a TARV, visando à melhoria da qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV e a execução de medidas preventivas.


Texto completo:

PDF