O uso de psicoestimulantes do tipo metilfenidato entre acadêmicos de uma instituição superior de ensino de Minas Gerais

Autores

  • Lorena Souza Silva Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga, Direção Acadêmica, Colegiado do Curso de Medicina, Ponte Nova, MG – Brasil.
  • Thaís de Brito Caldeira Faculdades Integradas do Norte de Minas Gerais, Instituto de Ciências da Saúde, Montes Claros, MG - Brasil.

Resumo

RESUMO

Objetivo: Investigar a prevalência do uso de psicoestimulantes entre acadêmicos de uma instituição de ensino superior da região da Zona da Mata de Minas Gerais, avaliando as motivações para o uso, formas de consumo e aquisição e os efeitos sentidos pós consumo. Método: Estudo descritivo, transversal realizado entre os estudantes matriculados nos cursos de graduação em administração, ciências contábeis, direito, enfermagem, farmácia, fisioterapia e medicina de uma instituição privada de ensino superior mineira através de questionário que abordava questões socioeconômicas e comportamentais sobre o do uso dos psicoestimulantes. Resultados: A prevalência de uso de psicoestimulantes na vida se deu principalmente entre os graduandos dos cursos de Medicina (66,7%) e Direito (15,5%) e, embora os usuários tenham referido desconhecimento sobre o princípio ativo dos psicoestimulantes que utilizavam, o metilfenidato foi predominante. O desejo de melhora no desempenho acadêmico foi a principal motivação para o uso dos psicoestimulantes para a maioria dos usuários, que consomem o medicamento sem receita médica, tem os amigos como fonte de recomendação de uso e alega saber onde adquirir a medicação sem prescrição médica, apontando a farmácia o principal local de aquisição.  O uso dos psicoestimulantes atendeu às expectativas para a maior parte dos investigados que consideraram terem tido vantagens no desempenho acadêmicos após o consumo dessas drogas. Embora a maioria não tenha relatado efeitos adversos pós consumo dos psicoestimulantes, humor deprimido, abstinência, náuseas, vômitos e tremores foram destacados como efeitos sentidos. Conclusão: O consumo indiscriminado de psicoestimulantes entre os universitários é uma realidade e deve ser debatido no contexto da saúde pública.

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Biografia do Autor

Lorena Souza Silva, Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga, Direção Acadêmica, Colegiado do Curso de Medicina, Ponte Nova, MG – Brasil.

Coordenadora de Pesquisa e Professora Adjunta do Curso de Medicina da Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga- FADIP, Ponte Nova, MG - Brasil.  

Thaís de Brito Caldeira, Faculdades Integradas do Norte de Minas Gerais, Instituto de Ciências da Saúde, Montes Claros, MG - Brasil.

Acadêmica do Curso de Medicina da Faculdades Integradas do Norte  de Minas Gerais - FUNORTE, Montes Claros, MG – Brasil.

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Publicado

2020-11-02