Ética, autonomia e doença mental

Hállyfe Rodrigues Venâncio de Godoy, Fernanda Borges Gonçalves, Ulysses Rodrigues de Castro

Resumo


Muito se fala nos desafios do manejo prático de doentes mentais. Nesse contexto, as novas visões éticas para o atendimento médico a um paciente se fazem propícias na avaliação desse cuidado. Têm-se que o principal tema ético em doenças mentais é o princípio da autonomia pois é exatamente este que acredita-se estar reduzido nessas pessoas. Nesse sentido, o tratamento a esses indivíduos deve ser diferenciado e principalmente baseado nos limites de aceitação da própria pessoa sobre a situação de sua saúde física e do comprometimento de sua inserção social. Pode-se promover uma aproximação da ética a esse contexto. Para tanto, a esquizofrenia é utilizada como modelo de doença mental por sua característica clínica incapacitante em um âmbito social. As atribuições necessárias ao profissional de saúde mental também devem ser discutidas baseadas na autonomia que deve ser conferida ao paciente psiquiátrico. A compreensão desse desafio visando a humanização das instituições de saúde mental e a promoção do respeito por esses pacientes deve permanecer como foco da atuação profissional.


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