Angiopatia Amiloide Cerebral

Raquel Nogueira, Blenda Avelino Soares, Fabianna Silva Almeida, Bruna Arrais Dias, Gyovanna Lourenço Luz Alves, Ledismar José da Silva

Resumo


A angiopatia amiloide cerebral (AAC), doença reconhecida desde o início do século XX, ganhou destaque na última década pela constatação de que é a provável causa de boa parte dos acidentes vasculares cerebrais não traumáticos, hemorragias cerebrais primárias e hemorragias cerebrais que ocorrem em especial nos pacientes normotensos e idosos, além de ter associação estreita com as características microscópicas da doença de Alzheimer. O termo AAC procura abranger em sua definição todos os aspectos da mudança microvascular que esta doença possui, visto que, com o avanço da idade, o número de alterações cerebrais aumenta, razão de sua apresentação rara antes dos 55 anos. Surge principalmente na forma esporádica, sendo a forma familiar rara e a associação com a hipertensão arterial fato que tem chamado a atenção dos estudiosos nos últimos anos. Até o momento, demonstrou-se que apenas esta última pode exacerbar a hemorragia intracerebral por AAC, embora não tenha sido possível demonstrar que predisponha à hemorragia intracerebral espontânea (HIE). Manifesta-se por meio de lesões lobares, sendo mais comum nos lobos frontal, parietal e occipital. Ocorrem alterações microvasculares pela associação de AAC e hipertensão arterial, o que aumenta a tendência a hemorragias. Não é incomum a associação entre AAC, Alzheimer e síndrome de Down, demonstrando a complexidade da patologia.

Palavras chave: angiopatia amiloide, angiopatia em idosos, relação entre angiopatia amiloide e hipertensão.


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