Metaplasia intestinal especializada do esôfago distal: revisão do esôfago de Barrett

Autores

  • Gabriela Campos Melo Universidade Católica de Brasília

Resumo

O esôfago de Barrett (EB), inicialmente descrito em 1950, é uma condição sabidamente adquirida que ocorre como complicação da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) em cerca de 10% dos pacientes portadores da doença. A relevância desta entidade reside no fato de que a incidência de adenocarcinoma (ADC) de esôfago varia em torno de 0,2% - 2,9% ao ano nos pacientes portadores de metaplasia colunar intestinal do esôfago distal. Endoscopicamente, o EB é caracterizado pela presença de mucosa glandular no esôfago distal, acima da junção gastroesofágica. A análise histológica evidencia a substituição do epitélio estratificado pavimentoso por epitélio colunar especializado com células caliciformes correspondendo à denominada metaplasia intestinal especializada, que pode evoluir para adenocarcinoma devido ao alto poder de malignização desta entidade. O tratamento do esôfago de Barret gira em torno de três objetivos principais, quais sejam: alívio dos sintomas, quando estes estão presentes; prevenção do refluxo; e controle da progressão displásica. Pode-se afirmar que a evolução do EB para o ADC resulta de eventos genéticos e epigenéticos que progridem na seguinte sequência: metaplasia, displasia de baixo grau, displasia de alto grau e adenocarcinoma. Portanto, a vigilância endoscópica é essencial no seguimento desses pacientes e se baseia na avaliação da presença e da complexidade da displasia.

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Biografia do Autor

Gabriela Campos Melo, Universidade Católica de Brasília

Acadêmica do Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília

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Publicado

2014-01-28