Aporte do exame físico para o diagnóstico de hepatopatia crônica em pacientes internados em hospital-escola

Rilva Lopes de Sousa Muñoz, José Luiz Simões Maroja, Joyce Freire Gonçalves de Melo, Fernando Roberto Gondim Cabral de Vasconcelos

Resumo


Objetivo: Avaliar a correlação da observação de sinais clínicos de insuficiência hepática crônica com diagnóstico médico de hepatopatia crônica em pacientes internados no serviço de clínica médica de um hospital universitário. Métodos: Estudo observacional e transversal, com 80 pacientes internados nas enfermarias de clínica médica do hospital que apresentavam icterícia, ascite ou dois dos demais sinais de insuficiência hepática crônica. Registraram-se os dados do exame físico e da revisão de prontuários em formulário elaborado pelos autores e pré-testado. Os pacientes foram classificados como portadores de hepatopatia crônica pelo gastroenterologista do serviço após sua avaliação clínica, laboratorial e ultrassonográfica. Verificou-se a correlação entre sinais clínicos de insuficiência hepática crônica com diagnóstico médico através de propriedades de acurácia. Resultados: Observou-se que 58 (72,5%). Os sinais clínicos de maior especificidade foram eritema palmar (90,9%), ginecomastia (90%), hálito hepático (95,4%), asterixis (86,4%), encefalopatia hepática (81,8%) e aranhas vasculares (81,8%), enquanto ascite (74,1%), icterícia (65,5%) e sufusões hemorrágicas (63,7%) foram os mais sensíveis. Contudo nenhum dos sinais clínicos alcançou 70% de área sob a curva nem razão de verossimilhança suficientemente discriminante para o diagnóstico. Conclusões: Verificaram-se sinais de insuficiência hepática com elevada sensibilidade e outros com elevada especificidade para o diagnóstico de hepatopatia, contudo o seu valor discriminante não foi suficientemente satisfatório.


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