Infertilidade após o tratamento oncológico

Kamile Denise de Oliveira, Gleidson Brandão Oselame, Eduardo Borba Neves

Resumo


Introdução: considerando os efeitos tóxicos da terapêutica oncológica torna-se fundamental o aprimoramento sobre técnicas disponíveis relacionadas à preservação da fertilidade. Objetivo: analisar a produção cientifica dos periódicos brasileiros relacionados à abordagem direcionada ao impacto do tratamento antineoplásico frente à infertilidade e as principais técnicas para preservação da fertilidade. Método: estudo de revisão de artigos indexados na base de dados do Scientific Electronic Library Online (Scielo) utilizando o buscador Google acadêmico por meio dos termos “quimioterapia”, “radioterapia”, “efeitos sobre a fertilidade”, “preservação da fertilidade em doentes oncológicos”, “câncer” e “infertilidade”. Resultados e Discussão: No sexo feminino os efeitos sobre os folículos primordiais, falência ovárica prematura, atrofia dos ovários, alterações nos ciclos menstruais, disfunções hormonais e infertilidade causada pela remoção de órgãos do sistema reprodutor. No sexo masculino tipificaram-se as disfunções endócrinas e consequentemente redução na produção de esperma, prejuízos causados as gônadas, ejaculação retrógrada, anejaculação após realização de cirurgia em órgão do sistema reprodutor ou em algum de seus anexos. Para a preservação em ambos os sexos identificou-se as técnicas de congelamento de sêmen, congelamento de embriões, criopreservação de células testiculares, criopreservação tecido testicular, criopreservação ovocitária, criopreservação de tecido ovárico e utilização de agonistas da GNRH (hormônio liberador de gonadotrofina). Conclusão: O tratamento oncológico acelera o processo de infertilidade nos homens e nas mulheres, entretanto, no que diz respeito às técnicas para preservação da fertilidade, os homens possuem a sua disposição técnicas clinicamente mais consolidadas.

Palavras-chave: Neoplasias, Infertilidade, Preservação da Fertilidade.


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