Avaliação da citotoxicidade da fração do soro de hevea brasiliensis em linhagem celular de câncer de pulmão

Autores

  • Fabianna Almeida Pontificia Universidade Católica de Goiás
  • Bruna Lamounier Pontificia Universidade Católica de Goiás
  • Fátima Mrué
  • Elisangela Lacerda
  • Ingrid Travassos

Resumo

Introdução: O câncer de pulmão vem apresentando alta incidência e mortalidade no mundo, nas últimas décadas. A quimioterapia é a base do seu tratamento, entretanto implica em importantes efeitos colaterais. Para minimizá-los, pesquisadores têm estudado o potencial antineoplásico de plantas, como a Hevea brasiliensis (HB), conhecida como seringueira. Há indícios científicos de que o soro da HB (HBS) apresenta ação antineoplásica em algumas linhagens tumorais. Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo investigar a citotoxicidade da fração F3 e do HBS em linhagem celular de Câncer de pulmão não pequenas células e em células não tumorais. Métodos: Estudo experimental in vitro. Para os ensaios biológicos foram utilizadas linhagens aderentes L929 (Fibroblasto murino ) e NCI-H 1975 (Carcinoma pulmonar de não-pequenas células). As linhagens celulares foram tratadas por 48h com diferentes concentrações de HBS e da fração F3, e, posteriormente, submetidas a Teste de Viabilidade Celular, seguido de análise estatística. Resultados: O HBS apresentou discreto efeito sobre a linhagem normal, com diminuição máxima da viabilidade em 30% quando utilizada a concentração de 25 ?g ml-1. Em relação à HBS na linhagem do câncer de pulmão, assim como a Fração F3 em ambas as linhagens, não se observou qualquer efeito inibitório. Discussão: O uso terapêutico do HBS iniciou-se com sua aplicação como biomaterial em 1996. Recentemente, estudos têm apontado para um potencial antineoplásico contido em frações do HBS. A fração F3 demonstrou previamente um efeito modulador do processo inflamatório, com importante produção de interleucina 10 (IL-10). A IL-10 é uma potente citocina anti-inflamatória, reconhecida como moduladora do crescimento e diferenciação das células inatas do sistema imunológico, sugerindo um potencial efeito imunoterapêutico para o câncer. Conclusões: No presente trabalho, a fração do soro da Hevea brasiliensis não demonstrou atividade antiproliferativa sobre linhagem de câncer de pulmão.

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Biografia do Autor

Fabianna Almeida, Pontificia Universidade Católica de Goiás

Graduanda em Medicina pela Pontificia Universidade Católica de Goiás

Bruna Lamounier, Pontificia Universidade Católica de Goiás

Graduanda em Medicina pela Pontificia Universidade Católica de Goiás

Fátima Mrué

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Goiás. Graduada em Ciências Biológicas-modalidade médica pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás.Mestre pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Doutora pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Professora assistente da Faculdade de Medicina da UFG e professora adjunta do Departamento de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Goiás.


Elisangela Lacerda

Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Uberlândia , Mestre em Imunologia e Parasitologia Aplicadas pela Universidade Federal de Uberlândia e Doutora em Genética e Bioquímica pela Universidade Federal de Uberlândia. Professora adjunta da Universidade Federal de Goiás. 

Ingrid Travassos

Graduada em Farmácia-Bioquímica pela Universidade Paulista. Especialista em Farmacologia Clínica pela Universidade Federal de Goiás. Coordenadora de Estudos Clínicos e membro do Comitê de Ética em Pesquisa Humana do Hospital Alberto Rassi - HGG

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Publicado

2016-05-15