Angelina Jolie: explorando risco em relação ao câncer de mama

Autores

  • Kellen Karenine Pinho de Medeiros Faciplac
  • Wendel Silva Issi Faciplac
  • Rosenelle Araujo Médica Geneticista, OncoBrasília, Brasília
  • Fabiane Kellem Oliveira dos Santos Cesário Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia, Universidade Católica de Brasília
  • Robert Pogue Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia, Universidade Católica de Brasília

Resumo

O câncer de mama é uma das neoplasias malignas mais frequentes, ocupando o segundo lugar na população mundial.  Já o câncer de ovário é o sétimo mais comum e representa 5% das neoplasias nas mulheres. Existem vários fatores de risco para esses tumores, como fatores reprodutivos, hormonais, nutricionais, e hereditários. Essas neoplasias estão relacionadas a alterações nos genes BRCA1 e BRCA2, entre outros, que vão desencadear modificações no metabolismo celular, principalmente, por meio de alteração da transcrição e das vias de reparo a danos no DNA. Isso facilita o acúmulo de mutações e a instabilidade cromossômica, acarretando um alto risco de neoplasia. Atualmente é possível realizar teste genético preditivo para detectar mutações genéticas, sendo geralmente feito em indivíduos com histórico de predisposição. Desde 2013 houve uma intensa divulgação na mídia da decisão da atriz norte-americana Angelina Jolie Pitt de realizar mastectomia preventiva, e em 2015 de realizar salpingo-ooforectomia devido ao risco de neoplasia, o que gerou dúvidas e expectativas na população em relação aos testes genéticos, à profilaxia e ao tratamento desses cânceres. É necessária uma avaliação precisa do câncer de mama e de ovário tanto nas mulheres assintomáticas quanto nas que o câncer já está manifestado, para que possam ser discutidas e esclarecidas as opções terapêuticas. Os médicos devem estar preparados para informar adequadamente os pacientes e obter adesão ao tratamento indicado em cada caso. Além disso, é fundamental que o médico entenda os fatores de risco para que os testes genéticos sejam realizados nos indivíduos apropriados, e os resultados interpretados corretamente.

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Biografia do Autor

Rosenelle Araujo, Médica Geneticista, OncoBrasília, Brasília

Médica Geneticista, OncoBrasília, Brasília

Fabiane Kellem Oliveira dos Santos Cesário, Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia, Universidade Católica de Brasília

Médica Oncologista, Grupo Acreditar, Unidade Asa Sul, Brasília

Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia, Universidade Católica de Brasília

Robert Pogue, Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia, Universidade Católica de Brasília

Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia, Universidade Católica de Brasília

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Publicado

2016-05-15