Análise do boletim de Apgar em dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos registrados em um hospital do interior do estado do Ceará, Brasil.

Evanildes Barros Muniz, Brenda Bezerra Vasconcelos, Nathalia Araújo Pereira, Rafael Gonzalez Frota, Carlos Eduardo Barros Moraes, Maria Auxiliadora Silva Oliveira

Resumo


Objetivou-se no presente trabalho avaliar a vitalidade de recém-nascidos, através do índice de Apgar, relacionando à características materno-obstétricos. Trata-se de um estudo de caráter exploratório, quantitativo, descritivo, retrospectivo, com análise documental. Os sujeitos deste trabalho foram as gestantes atendidas no referido hospital a partir das declarações de nascidos vivos (n=1.243) entre os anos de 2011 a 2015. Foram incluídos dados referentes a esses sujeitos bem como de seus rebentos. As variáveis analisadas foram aquelas que permitissem traçar uma possível correlação entre índice de Apgar e dados obstétricos: idade maternal, idade gestacional, tipo de parto, número de consultas pré-natal e o valor de Apgar no 5o minutos de vida. Com relação ao tipo de parto não foi observado diferença marcante entre parto vaginal e parto Cesário no melhor índice de Apgar (8-10). Sobre a idade materna os melhores índices (8-10) foram obtidos em maiores percentuais na faixa etária de 20 a 29 anos. Em relação à idade gestacional (duração da gestação) os maiores percentuais com melhor índice (8-10) foram encontrados entre 37 a 41 semanas de gestação. Sobre o número de consultas pré-natal o melhor índice (8-10) foi obtido em maior percentual em mulheres que realizaram mais de 07 consultas pré-natal. Com o presente trabalho foi possível relacionar o índice de Apgar com as variáveis materno-obstétricas que corroboram com os achados na literatura.

Texto completo:

PDF