Incapacidade para atividades da vida diária em pacientes idosos à admissão hospitalar e sua relação com evolução desfavorável

Marianne Silveira Mendonça, Rilva de Souza-Muñoz, Ana Teresa Pereira Vieira, Ana Elisa Vieira Fernandes Silva, Vanessa Cruz Werton Sales, Iramirton Figueredo Moreira

Resumo


Objetivos: Determinar a presença e o grau de incapacidade funcional para realizar atividades da vida diária e sua relação com mortalidade e permanência hospitalar em pacientes idosos internados nas enfermarias de Clínica Médica do HULW. Métodos: Estudo observacional de coorte, envolvendo 100 pacientes idosos internados nas enfermarias de Clínica Médica do HULW. A variável primária foi incapacidade funcional, avaliada através do Índice de Barthel para Incapacidade em Atividades da Vida Diária (IBIAVD), aplicado no 20 dia de internação e no dia da alta hospitalar. Foram avaliados os desfechos mortalidade hospitalar e duração da internação. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 69,9 (±8,0), 41% do sexo masculino, 54% casados 58% residiam em João Pessoa e 17% ainda mantinham atividades laborais. Os escores do Índice de Barthel variaram de 10 a 100 (82,5±23,1). Constatou-se que 68,9% dos pacientes apresentavam algum grau de limitação funcional e 25%, incapacidade grave. Dependências graves foram mais frequentes nos pacientes com 80 anos ou mais. Os escores do IBIAVD observados no início da internação diferiram significativamente (p=0,028) nos pacientes que morreram durante a hospitalização (n=12; 10,1?3,0) em relação aos que sobreviveram (n=63; 15,5?4,2). Contudo, a duração da permanência hospitalar não diferiu significativamente entre os pacientes de acordo com a sua classificação da capacidade funcional. Conclusão: A prevalência de incapacidade funcional é alta entre idosos hospitalizados. Um programa dirigido especificamente à melhoria da capacidade funcional dos idosos atendidos no nível terciário de atenção poderia ter um efeito positivo sobre sua recuperação clínica global. 


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