Como tratar a tireotoxicose por doença de Graves em grávidas: uma revisão sistemática

Ana Carolina do Nascimento Lopes, Anna Carla Garcia Cabral, Arquimedes Vieira Rezende Filho, Bruna Alves Caixeta, Hugo Cesar de Queiroz Froes, Fernanda Silveira Tavares, Roberto José Bittencourt

Resumo


Objetivo: Fazer uma revisão sistemática com inclusão seletiva de estudos visando avaliar como tratar a tireotoxicose por doença de Graves em grávidas. Métodos: Foram identificados estudos relevantes publicados nos últimos 5 anos entre o período de janeiro de 2011 a março de 2016, através de pesquisa de artigos nas bases de dados, Cochrane Clinical Answers, PubMed, Scielo, Banco de Teses e Dissertações da Capes, MEDLINE, LILACS e EMBASE. Especificamente, foram utilizados os seguintes itens de pesquisa: hiperthyroidism in pregnancy, antithyroid drugs and pregnancy, thyrotoxicosis in pregnancy, Graves' disease in pregnant. Não houve restrições quanto ao idioma para a busca inicial. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados (ECR), estudos de corte e caso-controle. Resultados: foram selecionados 4 artigos que contemplaram os critérios de inclusão, sendo que cada um estudaram a disponibilidade, efetividade e segurança do tratamento da tireotoxicose em grávidas. Discussão: Vários estudos têm relacionado hipertireoidismo durante gravidez com um aumento do risco de anomalias congênitas. No entanto, as evidências sobre o impacto das medicações antitireoidianas (ATDs) sobre os resultados da gravidez permanecem controverso. Conclusões: Uma definitiva resposta quanto a teratogenicidade comparada a tratamentos ATDs em mulheres grávidas com hipertireoidismo ainda não é evidente e estudo epidemiológicos adicionais são necessários. Entretanto, apesar da limitada evidência disponível, conclui-se que o PTU é a escolha mais segura para tratamento de mulheres grávidas com hipertireoidismo de acordo com o risco de anomalias ao nascimento.


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