Show de horrores: a ciência por trás das aberrações

Raíssa Arcoverde Borborema Mendes, Gabriel Veloso Cunha, Ettore Mendes Azenha, Verônica Cristine Rodrigues Costa, Byannkah Abrão Ferreira Mendes, Bárbara Elisabeth Schroff, Robert Pogue

Resumo


Durante o complexo desenvolvimento humano, diversos fenômenos anômalos podem ocorrer, resultando em indivíduos com aparências atípicas. Devido à curiosidade, misticismo, fascínio e até mesmo repulsa expressos por diversas populações ao longo da história, surgiu o grande mercado dos freak shows. Estes foram eventos circenses, que predominaram durante os séculos XIX e XX, em diversos países, que apresentavam indivíduos com aspectos fenotípicos divergentes para fins não somente informativos, mas também de entretenimento. Com a ascensão do conhecimento científico, hoje se conhece boa parte das bases genotípicas que determinam a ocorrência de manifestações que cursam com aparências que levavam indivíduos a serem taxados de “monstros” ou “aberrações”. Neste trabalho, objetiva-se elencar os principais fenótipos associados aos freak shows, considerando seus aspectos históricos, sociais, hipóteses diagnósticas e as características genético-moleculares associadas. Foram realizadas buscas sem limites temporais nas bases de dados virtuais PubMed, Scielo, assim como Portal Capes e, devido à escassez de informações acerca do tema, foram incluídos como fontes de pesquisa livros-texto e websites. Desse modo, foram encontradas doenças que cursam com fenótipos pertinentes, bem como relatos de indivíduos com diversos diagnósticos diferenciais e outros para os quais hipóteses não foram encontradas. 


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