Prevalência e fatores associados à depressão em estudantes de medicina da Universidade Federal do Amapá
Resumo
O curso de graduação de medicina apresenta diversos fatores estressores que podem desencadear transtornos psiquiátricos. O presente estudo tem o objetivo conhecer a prevalência e os fatores associados à sintomas depressivos em estudantes de medicina da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) Trata-se de uma pesquisa transversal com abordagem quantitativa. Os instrumentos de coleta de dados foram: Inventário de Depressão de Beck (IDB), o questionário Dundee Ready Education Environment Measurement (DREEM) e o questionário sociodemográfico. A amostra foi constituída por alunos da segunda a sexta série do curso de medicina da UNIFAP. Para a análise dos dados foi aplicado o teste qui-quadrado através do software estatístico IBM SPSS 2.3. Responderam completamente aos questionários, 151 alunos, constituindo uma amostra de 80% da população estudada. Entre esses, 69 (45,7%) apresentaram algum grau de depressão: 32 (21,2%) alunos apresentaram características de depressão leve a moderada, 27 (17,8%) depressão moderada a grave e 10 (6,6%), sintomas depressivos graves. A pontuação atingida no IDB foi maior nos acadêmicos que apresentaram desejo de mudar de curso, dificuldade no relacionamento social e os que avaliaram o ambiente de ensino como um ambiente com muitos problemas. Os dados permitem concluir que a prevalência de sintomas depressivos nos estudantes de medicina da UNIFAP foi superior ao encontrado na população geral e semelhante à encontrada em alunos de medicina de outras instituições. O desejo de mudar de curso, o relacionamento social e a percepção do ambiente de ensino foram as variáveis associadas à ocorrência de sintomas depressivos.