Prevalência e fatores associados à depressão em estudantes de medicina da Universidade Federal do Amapá

Gabriella Santos de Oliveira, Carina Araújo Rocha, Bráulio Érison França dos Santos, Iuri Silva Sena, Leandro Favaro, Mateus Coelho Guerreiro

Resumo


O curso de graduação de medicina apresenta diversos fatores estressores que podem desencadear transtornos psiquiátricos. O presente estudo tem o objetivo conhecer a prevalência e os fatores associados à sintomas depressivos em estudantes de medicina da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) Trata-se de uma pesquisa transversal com abordagem quantitativa. Os instrumentos de coleta de dados foram: Inventário de Depressão de Beck (IDB), o questionário Dundee Ready Education Environment Measurement (DREEM) e o questionário sociodemográfico. A amostra foi constituída por alunos da segunda a sexta série do curso de medicina da UNIFAP. Para a análise dos dados foi aplicado o teste qui-quadrado através do software estatístico IBM SPSS 2.3. Responderam completamente aos questionários, 151 alunos, constituindo uma amostra de 80% da população estudada. Entre esses, 69 (45,7%) apresentaram algum grau de depressão: 32 (21,2%) alunos apresentaram características de depressão leve a moderada, 27 (17,8%) depressão moderada a grave e 10 (6,6%), sintomas depressivos graves. A pontuação atingida no IDB foi maior nos acadêmicos que apresentaram desejo de mudar de curso, dificuldade no relacionamento social e os que avaliaram o ambiente de ensino como um ambiente com muitos problemas. Os dados permitem concluir que a prevalência de sintomas depressivos nos estudantes de medicina da UNIFAP foi superior ao encontrado na população geral e semelhante à encontrada em alunos de medicina de outras instituições. O desejo de mudar de curso, o relacionamento social e a percepção do ambiente de ensino foram as variáveis associadas à ocorrência de sintomas depressivos.


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